<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>tabu &#8211; Marina Rotty</title>
	<atom:link href="https://marinarotty.com/tag/tabu/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://marinarotty.com</link>
	<description>especialista em liberdade afetiva</description>
	<lastBuildDate>Fri, 08 Aug 2025 18:29:50 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.1</generator>

<image>
	<url>https://marinarotty.com/wp-content/uploads/2025/06/cropped-logo-marina-1-100x100.png</url>
	<title>tabu &#8211; Marina Rotty</title>
	<link>https://marinarotty.com</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Swing não é bagunça: 7 argumentos para profissionais de saúde desconstruírem o preconceito</title>
		<link>https://marinarotty.com/swing-e-preconceito-nao-monogamia-profissionais-de-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marina Rotty]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Aug 2025 13:46:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[dia do swing]]></category>
		<category><![CDATA[não monogamia]]></category>
		<category><![CDATA[preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[psicologos]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[tabu]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marinarotty.com/?p=1276</guid>

					<description><![CDATA[Apesar dos avanços nas discussões sobre diversidade relacional e sexual, o swing — prática não monogâmica consensual e amplamente presente na cultura brasileira — ainda é alvo de estigmas, inclusive dentro de contextos profissionais. No imaginário coletivo, é comum que o swing seja associado à promiscuidade, desvio moral ou instabilidade relacional. E isso precisa ser revisto com urgência, principalmente por quem trabalha com saúde mental, sexualidade e relações humanas. Neste segundo sábado de agosto, quando se comemora o Dia do Swing, é oportuno refletir sobre o papel dos profissionais na manutenção ou na desconstrução desses estereótipos. Afinal, não é função da psicologia, da medicina ou da sexologia normatizar desejos, mas sim compreender as escolhas com base no contexto, no consentimento e no impacto real na vida dos indivíduos e dos vínculos que estabelecem. A seguir, trago sete argumentos fundamentais que podem ajudar profissionais de saúde a revisar seus próprios preconceitos — conscientes ou não — sobre o tema. 1. O swing é uma prática consensual entre adultos Trata-se de uma experiência pautada em acordos claros, respeito mútuo e consentimento explícito. Quando compreendido nesse contexto, o swing não configura risco psicológico ou sexual em si — mas uma alternativa relacional legítima e organizada. Ignorar esse dado é negligenciar um dos princípios fundamentais da prática clínica: a autonomia. 2. Desafia o modelo normativo de posse nos vínculos afetivos A monogamia, ainda que culturalmente dominante, não é sinônimo de amor ou compromisso. O swing propõe uma experiência relacional que separa exclusividade de fidelidade, revelando que o desejo pode coexistir com o afeto, sem que isso configure ameaça à qualidade da relação. 3. Envolve alto grau de comunicação e autorregulação emocional Casais que vivem a experiência do swing frequentemente relatam melhora na comunicação, aprofundamento da intimidade e aumento da confiança. Não é incomum que, ao entrar nesse universo, os envolvidos revisem inseguranças, expressem fantasias e fortaleçam o vínculo conjugal. 4. Exige um enfrentamento consciente de valores e crenças A adesão ao estilo de vida liberal requer reflexão ativa sobre padrões morais internalizados, autoconsciência e disposição para romper com convenções sociais. Em muitos casos, trata-se de um processo terapêutico em si, de individuação e empoderamento pessoal. 5. Expõe a hipocrisia da normatividade sexual A sociedade consome pornografia em larga escala, naturaliza infidelidades, mas ainda julga práticas consensuais e abertas como “desvio”. Profissionais de saúde não devem reforçar essa lógica, mas sim atuar como pontes para a escuta sem julgamento e a validação de formas diversas de experienciar o desejo. 6. Não representa ausência de amor, responsabilidade ou ética É preciso desfazer a ideia de que múltiplas experiências sexuais implicam superficialidade ou falta de comprometimento. Muitas relações swingers envolvem acordos sofisticados, limites bem definidos e elevado senso de responsabilidade afetiva e sexual. 7. O julgamento moral compromete a qualidade do cuidado Seja em consultório, hospital ou contexto educacional, o preconceito interfere diretamente na escuta, no acolhimento e na construção da confiança terapêutica. Ao projetar valores pessoais sobre o paciente, o profissional corre o risco de invalidar sua vivência e perpetuar violência simbólica. Considerações finais O swing é apenas uma entre tantas expressões possíveis da sexualidade humana. Reconhecê-lo como prática legítima, consensual e complexa é papel de qualquer profissional comprometido com uma atuação ética, atualizada e livre de moralismos. Ao ampliar o repertório teórico e escutar verdadeiramente as pessoas que escolhem caminhos fora da norma, abrimos espaço para uma clínica (e uma sociedade) mais plural, segura e justa. Neste Dia do Swing, que tal refletir: qual parte do seu olhar ainda está preso ao tabu — e não à realidade? Marina Rotty]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos avanços nas discussões sobre diversidade relacional e sexual, o swing — prática não monogâmica consensual e amplamente presente na cultura brasileira — ainda é alvo de estigmas, inclusive dentro de contextos profissionais. No imaginário coletivo, é comum que o swing seja associado à promiscuidade, desvio moral ou instabilidade relacional. E isso precisa ser revisto com urgência, principalmente por quem trabalha com saúde mental, sexualidade e relações humanas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste segundo sábado de agosto, quando se comemora o <strong>Dia do Swing</strong>, é oportuno refletir sobre o papel dos profissionais na manutenção ou na desconstrução desses estereótipos. Afinal, não é função da psicologia, da medicina ou da sexologia normatizar desejos, mas sim compreender as escolhas com base no contexto, no consentimento e no impacto real na vida dos indivíduos e dos vínculos que estabelecem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A seguir, trago sete argumentos fundamentais que podem ajudar profissionais de saúde a revisar seus próprios preconceitos — conscientes ou não — sobre o tema.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h3 class="wp-block-heading">1. O swing é uma prática consensual entre adultos</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Trata-se de uma experiência pautada em <strong>acordos claros, respeito mútuo e consentimento explícito</strong>. Quando compreendido nesse contexto, o swing não configura risco psicológico ou sexual em si — mas uma alternativa relacional legítima e organizada. Ignorar esse dado é negligenciar um dos princípios fundamentais da prática clínica: a autonomia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h3 class="wp-block-heading">2. Desafia o modelo normativo de posse nos vínculos afetivos</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A monogamia, ainda que culturalmente dominante, não é sinônimo de amor ou compromisso. O swing propõe <strong>uma experiência relacional que separa exclusividade de fidelidade</strong>, revelando que o desejo pode coexistir com o afeto, sem que isso configure ameaça à qualidade da relação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h3 class="wp-block-heading">3. Envolve alto grau de comunicação e autorregulação emocional</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Casais que vivem a experiência do swing frequentemente relatam <strong>melhora na comunicação, aprofundamento da intimidade e aumento da confiança</strong>. Não é incomum que, ao entrar nesse universo, os envolvidos revisem inseguranças, expressem fantasias e fortaleçam o vínculo conjugal.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h3 class="wp-block-heading">4. Exige um enfrentamento consciente de valores e crenças</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A adesão ao estilo de vida liberal requer <strong>reflexão ativa sobre padrões morais internalizados</strong>, autoconsciência e disposição para romper com convenções sociais. Em muitos casos, trata-se de um processo terapêutico em si, de individuação e empoderamento pessoal.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h3 class="wp-block-heading">5. Expõe a hipocrisia da normatividade sexual</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A sociedade consome pornografia em larga escala, naturaliza infidelidades, mas ainda <strong>julga práticas consensuais e abertas como “desvio”</strong>. <strong>Profissionais de saúde não devem reforçar essa lógica,</strong> mas sim atuar como pontes para a escuta sem julgamento e a validação de formas diversas de experienciar o desejo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h3 class="wp-block-heading">6. Não representa ausência de amor, responsabilidade ou ética</h3>



<p class="wp-block-paragraph">É preciso desfazer a ideia de que múltiplas experiências sexuais implicam superficialidade ou falta de comprometimento. Muitas relações swingers envolvem <strong>acordos sofisticados, limites bem definidos e elevado senso de responsabilidade afetiva e sexual</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h3 class="wp-block-heading">7. O julgamento moral compromete a qualidade do cuidado</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Seja em consultório, hospital ou contexto educacional, o preconceito interfere diretamente na escuta, no acolhimento e na construção da confiança terapêutica. Ao <strong>projetar valores pessoais sobre o paciente</strong>, o profissional corre o risco de invalidar sua vivência e perpetuar violência simbólica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h3 class="wp-block-heading">Considerações finais</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O swing é apenas uma entre tantas expressões possíveis da sexualidade humana. Reconhecê-lo como prática legítima, consensual e complexa é papel de qualquer profissional comprometido com uma atuação ética, atualizada e livre de moralismos. Ao ampliar o repertório teórico e escutar verdadeiramente as pessoas que escolhem caminhos fora da norma, abrimos espaço para uma clínica (e uma sociedade) mais plural, segura e justa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste Dia do Swing, que tal refletir: qual parte do seu olhar ainda está preso ao tabu — e não à realidade?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Marina Rotty</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
