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	<title>relacionamento &#8211; Marina Rotty</title>
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	<description>especialista em liberdade afetiva</description>
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	<title>relacionamento &#8211; Marina Rotty</title>
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		<title>Como Encontrar uma &#8220;Marmita de Casal&#8221;</title>
		<link>https://marinarotty.com/como-encontrar-uma-marmita-de-casal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marina Rotty]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Nov 2024 08:28:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lifestyle]]></category>
		<category><![CDATA[marmita]]></category>
		<category><![CDATA[menage]]></category>
		<category><![CDATA[não monogamia consensual]]></category>
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					<description><![CDATA[Quando o sexo casual a três é uma escolha voluntária e consciente, todos os envolvidos podem ser beneficiados por essa exploração da sexualidade. E quando um indivíduo tem a fantasia sexual de ser a terceira pessoa de um casal, é chamado de &#8220;marmita de casal&#8221;. Há quase duas décadas, alguns adeptos da prática utilizavam o termo &#8220;lanchinho de casal&#8221;. Porém ele foi caindo em desuso dentro das comunidades liberais, pois muitos consideravam pejorativo. E agora voltou com força depois de uma celebridade afirmar que adora ser marmita de casal, abrangendo não apenas as comunidades liberais mas chegando até camadas mais tradicionais da sociedade. A pedido da jornalista Camila Cerone, escrevi algumas dicas para quem está em busca da &#8220;marmita&#8221; que foram publicadas na Marie Claire. Existem três formas básicas de procurar pela marmita: 1 &#8211; Quem já está inserido em comunidades liberais: 2 &#8211; Quem prefere pessoas conhecidas: 3 &#8211; Quem prefere desconhecidos: Como saber quem pode ser boa pessoa para incluir no relacionamento? Com muita conversa. É impossível saber se uma pessoa é boa em tão pouco tempo, muito menos só olhando para ela, por mais linda que seja. As pessoas se revelam nos detalhes, por isso, quanto mais conversa aleatória, fora do contexto da fantasia, mais fácil é saber se a pessoa é confiável ou não. Além das preferências sexuais, pergunte sobre livros que ela gosta de ler, filmes que ela viu recentemente ou quais são seus pets favoritos. Isso ajuda a ter uma ideia de quem é a pessoa. O que buscar no candidato: Cada parceria vai ter uma preferência e os critérios devem ser decididos em conjunto, alinhando os desejos dos dois. Eles podem ir desde o mínimo de exigências, como apenas ser simpátaico; até critérios que beiram o absurdo, como nível social ou cor do esmalte. Como se trata de fantasia sexual, parte-se do pressuposto que a sexualidade é cheia de subjetividade, portanto, é natural que cada um deseje uma coisa diferente. O importante é que o par esteja com essas preferências alinhadas entre si para que a busca pela terceira pessoa seja mais eficiente. Que conversas o par deve ter antes? É importante falar sobre ciúme e como cada um espera reagir caso ele apareça. Dessa forma é possível elaborar estratégias para lidar com o sentimento de uma forma mais adequada. As parcerias também podem fantasiar detalhes da experiência, como as posições que desejam experimentar ou se pretendem usar acessórios na brincadeira, assim é mais fácil de levar a experiência de forma mais leve e divertida. O que não deve ser brincadeira é o uso do preservativo, este deve ser item obrigatório. Onde marcar o primeiro encontro, direto na casa, motel ou bar? O primeiro encontro vai depender de quem é a terceira pessoa: um conhecido/amigo pode ser em casa, um desconhecido não. Mas no geral, um local neutro é uma ótima opção pois se a experiência não estiver correndo como o esperado e alguém quiser parar, é mais fácil ir embora do que expulsar alguém da propria casa. Como receber a pessoa? Há parcerias que gostam de um papo antes, receber com uns petiscos ou bebidas pode ir quebrando o gelo aos poucos. Já existem pessoas que preferem ir direto ao ponto e receber o candidato como vieram ao mundo, assim não há dúvidas de que a conversa vai ficar para depois da fantasia. Gosto de lembrar meus pacientes que por melhor que a fantasia pareça ser, a realidade é diferente. Nem sempre as coisas acontecem como imaginamos e é perfeitamente normal querer para tudo se houver desconforto. É importante deixar claro para todos os envolvidos que tudo é permitido, mas nada é obrigatório. Seja no campo físico ou emocional, se você sentir que é hora de parar, pare. Quando o assunto é sexo, nunca vale a pena fazer algo que você não quer. Marinna RotySexóloga, Psicóloga e Mentora em Não Monogamia Consensual.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando o sexo casual a três é uma escolha voluntária e consciente, todos os envolvidos podem ser beneficiados por essa exploração da sexualidade. E quando um indivíduo tem a fantasia sexual de ser a terceira pessoa de um casal, é chamado de &#8220;marmita de casal&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Há quase duas décadas, alguns adeptos da prática utilizavam o termo &#8220;lanchinho de casal&#8221;. Porém ele foi caindo em desuso dentro das comunidades liberais, pois muitos consideravam pejorativo. E agora voltou com força depois de uma celebridade afirmar que adora ser marmita de casal, abrangendo não apenas as comunidades liberais mas chegando até camadas mais tradicionais da sociedade. </p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">A pedido da jornalista Camila Cerone, escrevi algumas dicas para quem está em busca da &#8220;marmita&#8221; que foram <a href="https://revistamarieclaire.globo.com/sexo/noticia/2024/11/como-encontrar-a-marmita-de-casal-sexo-a-tres-dicas.ghtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener">publicadas na Marie Claire.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="has-white-color has-vivid-purple-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-7 wp-block-paragraph">Existem três formas básicas de procurar pela marmita:</p>



<p class="wp-block-paragraph">1 &#8211; Quem já está inserido em comunidades liberais:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Uma das melhores estratégias para quem já está inserido em comunidades liberais é pedir indicação. A maioria dos adeptos fazem parte de redes ou grupos do segmento e é comum pedir referências de solteiros.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">2 &#8211; Quem prefere pessoas conhecidas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Há parcerias que preferem escolher a terceira pessoa entre pessoas previamente conhecidas: alguém da academia, um crush da vizinhança ou um amigo do par. Nesses casos comece uma conversa como quem não quer nada e “deixe escapar” que existe um interesse na pessoa. Se for recíproco, é provável que o candidato fique interessado e faça mais perguntas para determinar se é uma opção viável, como por exemplo: os dois parceiros estão confortáveis, se ele não vai criar algum problema para a parceria ou há quanto tempo eles curtem algo a três. Procure sempre deixar o convidado à vontade, tirando todas as dúvidas que ele tiver mas sem perder o tom de sedução, afinal, a grande sacada na hora do convite é deixar claro que apesar de chamar “marmita”, o convidado será o prato principal.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">3 &#8211; Quem prefere desconhecidos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>O caminho é pesquisar em diversos apps e redes sociais até encontrar alguém que chame a atenção dos dois parceiros. A partir daí, inicie uma conversa online e se o papo for bom, sigam para a fase 3: confirmar que se trata de uma pessoa real do outro lado da tela. Para isso, vale trocar fotos de rosto, fazer chamadas de vídeo, trocar whatsapp. Mesmo depois de tudo isso, sair com um desconhecido requer alguns cuidados básicos, como por exemplo, marcar encontro em local público, de preferência com segurança por perto; nunca ir direto para o motel ou na casa da pessoa, não levar a pessoa para a sua casa no primeiro encontro, não trocar dados pessoais como rg, cpf, cartão de crédito. Há dezenas de encontros que deveriam ser divertidos e se transformaram em pesadelos, e não queremos que ninguém passe por isso, certo? Depois desse primeiro encontro, pode ser que todas as coisas boas que vocês imaginaram durante as conversas online sejam confirmadas. Se sentirem segurança, partam para um local mais íntimo e boa diversão. Mas se ainda precisarem sentir mais confiança ainda, marquem um segundo, terceiro… quantos encontros precisarem para se sentirem seguros em relação ao candidato.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="has-white-color has-vivid-purple-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-8 wp-block-paragraph">Como saber quem pode ser boa pessoa para incluir no relacionamento?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com muita conversa. É impossível saber se uma pessoa é boa em tão pouco tempo, muito menos só olhando para ela, por mais linda que seja. As pessoas se revelam nos detalhes, por isso, quanto mais conversa aleatória, fora do contexto da fantasia, mais fácil é saber se a pessoa é confiável ou não. Além das preferências sexuais, pergunte sobre livros que ela gosta de ler, filmes que ela viu recentemente ou quais são seus pets favoritos. Isso ajuda a ter uma ideia de quem é a pessoa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="has-white-color has-vivid-purple-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-9 wp-block-paragraph">O que buscar no candidato:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada parceria vai ter uma preferência e os critérios devem ser decididos em conjunto, alinhando os desejos dos dois. Eles podem ir desde o mínimo de exigências, como apenas ser simpátaico; até critérios que beiram o absurdo, como nível social ou cor do esmalte. Como se trata de fantasia sexual, parte-se do pressuposto que a sexualidade é cheia de subjetividade, portanto, é natural que cada um deseje uma coisa diferente. O importante é que o par esteja com essas preferências alinhadas entre si para que a busca pela terceira pessoa seja mais eficiente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="has-white-color has-vivid-purple-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-10 wp-block-paragraph">Que conversas o par deve ter antes?</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante falar sobre ciúme e como cada um espera reagir caso ele apareça. Dessa forma é possível elaborar estratégias para lidar com o sentimento de uma forma mais adequada. As parcerias também podem fantasiar detalhes da experiência, como as posições que desejam experimentar ou se pretendem usar acessórios na brincadeira, assim é mais fácil de levar a experiência de forma mais leve e divertida. O que não deve ser brincadeira é o uso do preservativo, este deve ser item obrigatório.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="has-white-color has-vivid-purple-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-11 wp-block-paragraph">Onde marcar o primeiro encontro, direto na casa, motel ou bar?</p>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro encontro vai depender de quem é a terceira pessoa: um conhecido/amigo pode ser em casa, um desconhecido não. Mas no geral, um local neutro é uma ótima opção pois se a experiência não estiver correndo como o esperado e alguém quiser parar, é mais fácil ir embora do que expulsar alguém da propria casa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="has-white-color has-vivid-purple-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-12 wp-block-paragraph">Como receber a pessoa?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há parcerias que gostam de um papo antes, receber com uns petiscos ou bebidas pode ir quebrando o gelo aos poucos. Já existem pessoas que preferem ir direto ao ponto e receber o candidato como vieram ao mundo, assim não há dúvidas de que a conversa vai ficar para depois da fantasia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Gosto de lembrar meus pacientes que por melhor que a fantasia pareça ser, a realidade é diferente. Nem sempre as coisas acontecem como imaginamos e é perfeitamente normal querer para tudo se houver desconforto. É importante deixar claro para todos os envolvidos que tudo é permitido, mas nada é obrigatório. Seja no campo físico ou emocional, se você sentir que é hora de parar, pare. Quando o assunto é sexo, nunca vale a pena fazer algo que você não quer.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Marinna Roty<br>Sexóloga, Psicóloga e Mentora em Não Monogamia Consensual.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Isso Me Incomoda, Pare de Fazer</title>
		<link>https://marinarotty.com/isso-me-incomoda-pare-de-fazer/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marina Rotty]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Oct 2024 01:28:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[casais]]></category>
		<category><![CDATA[compersão]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
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		<category><![CDATA[marido e esposa]]></category>
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		<category><![CDATA[relacionamento]]></category>
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					<description><![CDATA[Você anda incomodado com o que sua parceria gosta de fazer? Aprenda a lidar com a situação e tenha um relacionamento mais leve. É comum encontrar a seguinte situação em qualquer relacionamento: o parceiro A não gosta de alguma atitude do parceiro B, fala pra ele parar de fazer e espera, com toda a força, que ele realmente nunca mais faça. Eu fico me perguntando por quê as pessoas ainda tentam mudar as outras, para fazê-las se encaixar na sua própria versão de mundo perfeito. Exemplo comum em relações monogâmicas: o marido gosta de jogar futebol, a esposa reclama que ele vai. Ela não joga, ela não vai torcer, ela não é dona da bola. Mas ainda assim fala pro marido que ela não gosta que ele jogue a bolinha e, de quebra, ainda diz que ele tinha mesmo que parar de jogar. Porquê o mundo perfeito da esposa, que é curtir o domingo em casa, tem que ser o mesmo do marido? Por que o mundo perfeito do marido, que é jogar bola, é pior ou melhor do que o da esposa? Exemplo comum em relações NMC: a esposa tem vontade de se encontrar sozinha com alguém, o marido não deixa a não ser que ele vá junto, afinal de contas, ele não tem esse desejo de sair sozinho, porque a esposa tem que ter? Porque transar com outra pessoa sozinha é um absurdo enquanto fazer um menage é totalmente aceitável? Porque o desejo da esposa de sair sozinha, ou do marido de fazer menage, seria melhor ou pior do que o outro? É claro que, em um relacionamento, existem ajustes, renúncias, e porque não, mudanças. Mas o problema dessa situação não é o ajuste voluntário e consentido, é a imposição. &#8220;Eu me incomodo quando você faz isso, pode não fazer mais?&#8221; parece muito educado de se dizer, porém esconde um grande problema. Quando você diz isso, você está impondo a sua visão de mundo perfeito ao seu parceiro, e isso está longe de ser amor. E há casos em que essa exigência é bem explícita, contendo claras ameaças de término da relação, seja no tom de voz, na expressão facial ou dito claramento com palavras rudes. O resultado mais comum quando esse problema acontece é a falsa mudança, onde a pessoa pára de fazer o que incomoda só quando está perto do outro &#8211; bastante comum em relações monogâmicas onde não existe diálogo aberto. Em relações NMC, o resultado pode ser diferente se as parcerias estiverem realmente abertas a dialogar. Porque eu digo isso: relações NMC tendem a manter comunicação mais aberta porque a sexualidade é mais aberta. Uma vez que os parceiros precisam falar sobre seus desejos sexuais, e mais ainda, realizá-los com o consentimento de todos os envolvidos, eles se tornam mais propensos a dialogar abertamente sobre outros assuntos menos polêmicos, como não gostar de uva passa no arroz. A primeira pergunta certa a se fazer nesse caso é: 1 &#8211; Por quê ele faz o que faz? Ou gosta do que gosta, ou deseja o que deseja? Se algum comportamento no seu parceiro te incomoda, pergunte por quê ele faz isso. É possível que ele não tenha essa resposta na hora, então você peça por favor para ele encontrar a resposta, para lhe ajudar a lidar com esse incômodo. A segunda pergunta certa a se fazer é: 2 &#8211; Por quê eu me incomodo com o que ele faz? Ou o que ele gosta ou deseja? Afinal de contas, é ele quem faz, gosta ou deseja, não você. Se o comportamento é dirigido a você, pense em como outras pessoas te trataram e veja se não traz lembranças ruins. Mas se o comportamento não tem nada a ver com você, por quê seu parceiro não pode fazer, ainda mais se for algo que ele se sinta feliz em fazer? Percebam que são apenas duas perguntas mas com enorme complexidade em cada uma. Quando as perguntas certas são feitas, a relação tende a evoluir. Os parceiros se aprofundam em reflexões acerca de si mesmos e se tornam mais capazes de traduzir seus sentimentos e comportamentos em palavras. De forma que um diálogo é construído, o conhecimento um do outro é ampliado e a relação se fortalece. De qualquer forma, o ideal seria que os relacionamentos fossem baseados unicamente na vontade de estar um com o outro. No desejo de construir um futuro juntos, de se apoiarem mutuamente, de evoluírem como indivíduos, compartilhando a jornada da vida. Mas o que mais vejo são parcerias onde a base é a insegurança emocional, o controle do comportamento do outro e a competição ao invés da compersão. Sentir felicidade na felicidade do parceiro, PRINCIPALMENTE quando você não faz parte dessa felicidade, é a maior prova de amor que uma pessoa pode dar à outra. E toda vez que penso nisso também penso o quanto estamos longe, como sociedade, desse patamar de relacionamento. Conheço algumas relações assim, por isso sei que não é utopia. É sim, bem possível, construir relações sem jogar as suas inseguranças nos ombros de quem você diz amar.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h5 class="wp-block-heading"><em>Você anda incomodado com o que sua parceria gosta de fazer? Aprenda a lidar com a situação e tenha um relacionamento mais leve.</em></h5>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">É comum encontrar a seguinte situação em qualquer relacionamento: o parceiro A não gosta de alguma atitude do parceiro B, fala pra ele parar de fazer e espera, com toda a força, que ele realmente nunca mais faça. Eu fico me perguntando por quê as pessoas ainda tentam mudar as outras, para fazê-las se encaixar na sua própria versão de mundo perfeito. </p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Exemplo comum em relações monogâmicas: o marido gosta de jogar futebol, a esposa reclama que ele vai. Ela não joga, ela não vai torcer, ela não é dona da bola. Mas ainda assim fala pro marido que ela não gosta que ele jogue a bolinha e, de quebra, ainda diz que ele tinha mesmo que parar de jogar. Porquê o mundo perfeito da esposa, que é curtir o domingo em casa, tem que ser o mesmo do marido? Por que o mundo perfeito do marido, que é jogar bola, é pior ou melhor do que o da esposa?</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Exemplo comum em relações NMC: a esposa tem vontade de se encontrar sozinha com alguém, o marido não deixa a não ser que ele vá junto, afinal de contas, ele não tem esse desejo de sair sozinho, porque a esposa tem que ter? Porque transar com outra pessoa sozinha é um absurdo enquanto fazer um menage é totalmente aceitável? Porque o desejo da esposa de sair sozinha, ou do marido de fazer menage, seria melhor ou pior do que o outro?</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">É claro que, em um relacionamento, existem ajustes, renúncias, e porque não, mudanças. Mas o problema dessa situação não é o ajuste voluntário e consentido, é a imposição. &#8220;Eu me incomodo quando você faz isso, pode não fazer mais?&#8221; parece muito educado de se dizer, porém esconde um grande problema. Quando você diz isso, você está impondo a sua visão de mundo perfeito ao seu parceiro, e isso está longe de ser amor. </p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">E há casos em que essa exigência é bem explícita, contendo claras ameaças de término da relação, seja no tom de voz, na expressão facial ou dito claramento com palavras rudes. O resultado mais comum quando esse problema acontece é a falsa mudança, onde a pessoa pára de fazer o que incomoda só quando está perto do outro &#8211; bastante comum em relações monogâmicas onde não existe diálogo aberto. </p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relações NMC, o resultado pode ser diferente se as parcerias estiverem realmente abertas a dialogar. Porque eu digo isso: relações NMC tendem a manter comunicação mais aberta porque a sexualidade é mais aberta. Uma vez que os parceiros precisam falar sobre seus desejos sexuais, e mais ainda, realizá-los com o consentimento de todos os envolvidos, eles se tornam mais propensos a dialogar abertamente sobre outros assuntos menos polêmicos, como não gostar de uva passa no arroz. </p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira pergunta certa a se fazer nesse caso é:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1 &#8211; Por quê ele faz o que faz? Ou gosta do que gosta, ou deseja o que deseja?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Se algum comportamento no seu parceiro te incomoda, pergunte por quê ele faz isso. É possível que ele não tenha essa resposta na hora, então você peça por favor para ele encontrar a resposta, para lhe ajudar a lidar com esse incômodo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">A segunda pergunta certa a se fazer é:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 &#8211; Por quê eu me incomodo com o que ele faz? Ou o que ele gosta ou deseja?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Afinal de contas, é ele quem faz, gosta ou deseja, não você. Se o comportamento é dirigido a você, pense em como outras pessoas te trataram e veja se não traz lembranças ruins. Mas se o comportamento não tem nada a ver com você, por quê seu parceiro não pode fazer, ainda mais se for algo que ele se sinta feliz em fazer?</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Percebam que são apenas duas perguntas mas com enorme complexidade em cada uma.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando as perguntas certas são feitas, a relação tende a evoluir. Os parceiros se aprofundam em reflexões acerca de si mesmos e se tornam mais capazes de traduzir seus sentimentos e comportamentos em palavras. De forma que um diálogo é construído, o conhecimento um do outro é ampliado e a relação se fortalece.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">De qualquer forma, o ideal seria que os relacionamentos fossem baseados unicamente na vontade de estar um com o outro. No desejo de construir um futuro juntos, de se apoiarem mutuamente, de evoluírem como indivíduos, compartilhando a jornada da vida. Mas o que mais vejo são parcerias onde a base é a insegurança emocional, o controle do comportamento do outro e a competição ao invés da compersão. </p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sentir felicidade na felicidade do parceiro, PRINCIPALMENTE quando você não faz parte dessa felicidade, é a maior prova de amor que uma pessoa pode dar à outra. E toda vez que penso nisso também penso o quanto estamos longe, como sociedade, desse patamar de relacionamento. Conheço algumas relações assim, por isso sei que não é utopia. É sim, bem possível, construir relações sem jogar as suas inseguranças nos ombros de quem você diz amar.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Não Monogamia Consensual</title>
		<link>https://marinarotty.com/nao-monogamia-consensual/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marina Rotty]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jul 2024 12:28:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[monogamia]]></category>
		<category><![CDATA[não monogamia consensual]]></category>
		<category><![CDATA[orientação relacional]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamento aberto]]></category>
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					<description><![CDATA[Como é o ACB do Amor nas Relações Não Convencionais Nos últimos anos, a sexóloga, psicóloga e mentora em não monogamia consensual, Marina Rotty, percebeu um grande aumento nas relações não convencionais. “A pandemia foi um momento importante na história dos relacionamentos onde nos foi dada a oportunidade de realmente conviver com nossas parcerias”, conta.&#160; Para Marina, foi possível identificar que nem tudo funcionava como se imaginava, fazendo com que parceiros insatisfeitos com suas relações procurassem alternativas mais adequadas. “E como o divórcio costuma ser o último recurso, muitos casais saíram em busca de ver o que anda funcionando para outras pessoas”, afirma.&#160; Nessa busca para diversificar a relação existente&#160;ou então engatar em uma nova, não é difícil ficar perdido com tantos conceitos. Para Marina, um caminho é ver os relacionamentos em dois grupos, exclusivos e não exclusivos. “E dentro de cada relacionamento, também temos dois eixos: afetivo e sexual. Cada parceria se encontra em um ou mais pontos dentro desses quatro eixos”, explica Marina.&#160; De acordo com Marina, os mais falados hoje são:&#160; Além disso, a especialista esclarece que outras relações, como swingers, liberais e poliamoristas &#8211; onde se encaixam os trisais &#8211; estariam dentro do termo Não Monogamia Consensual (NMC). “O NMC é utilizado em pesquisas acadêmicas para se referir ao conjunto de relacionamentos onde há um núcleo principal, no caso, um casal ou uma parceria”, afirma Marina. Esse núcleo está sempre em primeiro plano, por exemplo: um casal cis, onde ele ou ela decidem juntos onde, quando e com quem um ou outro vai se relacionar.&#160; Segundo Marina Rotty, nesse consenso, eles podem interferir na escolha um do outro, deixando ou não, que o envolvimento com um terceiro aconteça. Apesar desses termos, a psicóloga ressalta que o ideal seria que cada casal encontrasse sua forma de se relacionar. “Além disso, nem todos os que vivem relações não convencionais concordam, gostam ou se rotulam com esses termos.” Especialista em relações não convencionais, de 10 anos em consultório, quatro deles foram focados no tema, Marina percebeu, durante seus atendimentos, uma tendência individual que chamou de orientação relacional. “Apesar de escassos, já existem estudos e pesquisas que identificaram algo semelhante: cada pessoa teria uma espécie de vocação para se relacionar de uma forma exclusiva, monogâmica, ou não exclusiva em algum nível”, afirma.&#160; Assim, Marina ajuda cada&#160;casal a identificar a própria orientação relacional e, a partir disso, criarem juntos o próprio formato de relacionamento. Mesmo que cada parceria seja única, Marina indica algumas passos antes de entrar em um relacionamento fora do convencional:&#160;&#160; Matéria publicada em 09/06/2024 Por&#160;Eduardo Fernandes Por&#160;Iandara Pimentel Santana *Estagiária sob a supervisão de Sibele Negromonte]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h3 class="wp-block-heading">Como é o ACB do Amor nas Relações Não Convencionais</h3>



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<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos anos, a sexóloga, psicóloga e mentora em não monogamia consensual, Marina Rotty, percebeu um grande aumento nas relações não convencionais. <em>“A pandemia foi um momento importante na história dos relacionamentos onde nos foi dada a oportunidade de realmente conviver com nossas parcerias”</em>, conta.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Marina, foi possível identificar que nem tudo funcionava como se imaginava, fazendo com que parceiros insatisfeitos com suas relações procurassem alternativas mais adequadas. <em>“E como o divórcio costuma ser o último recurso, muitos casais saíram em busca de ver o que anda funcionando para outras pessoas”</em>, afirma.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessa busca para diversificar a relação existente&nbsp;ou então engatar em uma nova, não é difícil ficar perdido com tantos conceitos. Para Marina, um caminho é ver os relacionamentos em dois grupos, exclusivos e não exclusivos. <em>“E dentro de cada relacionamento, também temos dois eixos: afetivo e sexual. Cada parceria se encontra em um ou mais pontos dentro desses quatro eixos”</em>, explica Marina.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Marina, os mais falados hoje são:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Monogamia:</strong> relação exclusiva, tanto sexual quanto afetiva.</li>



<li><strong>Relacionamento Aberto: </strong>relação exclusiva no campo afetivo e não exclusiva no campo sexual.</li>



<li><strong>Não-Monogamia:</strong> relação não exclusiva, nem no campo afetivo, nem no sexual.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a especialista esclarece que outras relações, como swingers, liberais e poliamoristas &#8211; onde se encaixam os trisais &#8211; estariam dentro do termo <strong>Não Monogamia Consensual (NMC)</strong>. <em>“O NMC é utilizado em pesquisas acadêmicas para se referir ao conjunto de relacionamentos onde há um núcleo principal, no caso, um casal ou uma parceria”</em>, afirma Marina. Esse núcleo está sempre em primeiro plano, por exemplo: um casal cis, onde ele ou ela decidem juntos onde, quando e com quem um ou outro vai se relacionar.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Marina Rotty, nesse consenso, eles podem interferir na escolha um do outro, deixando ou não, que o envolvimento com um terceiro aconteça. Apesar desses termos, a psicóloga ressalta que o ideal seria que cada casal encontrasse sua forma de se relacionar.<em> “Além disso, nem todos os que vivem relações não convencionais concordam, gostam ou se rotulam com esses termos.”</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Especialista em relações não convencionais, de 10 anos em consultório, quatro deles foram focados no tema, Marina percebeu, durante seus atendimentos, uma tendência individual que chamou de orientação relacional.<em> “Apesar de escassos, já existem estudos e pesquisas que identificaram algo semelhante: cada pessoa teria uma espécie de vocação para se relacionar de uma forma exclusiva, monogâmica, ou não exclusiva em algum nível”,</em> afirma.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, Marina ajuda cada&nbsp;casal a identificar a própria orientação relacional e, a partir disso, criarem juntos o próprio formato de relacionamento. Mesmo que cada parceria seja única, Marina indica algumas passos antes de entrar em um relacionamento fora do convencional:&nbsp;&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Conhecer o que já existe sobre relações fora do padrão.</li>



<li>Conhecer a si mesmo: o autoconhecimento é essencial para estabelecer relações não convencionais</li>



<li>Deixar-se conhecer: é importante jogar aberto para que essas relações, de fato, funcionem.</li>
</ul>



<div style="height:170px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/revista-do-correio/2024/06/amp/6871457-entre-acordos-e-amores-a-paixao-e-a-liberdade-em-todas-as-relacoes.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Matéria publicada em 09/06/2024</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por&nbsp;Eduardo Fernandes</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por&nbsp;Iandara Pimentel Santana</p>



<p class="wp-block-paragraph">*Estagiária sob a supervisão de Sibele Negromonte</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Deborah Secco diz que a monogamia não funciona: ‘É difícil para ambas as partes serem fiéis’</title>
		<link>https://marinarotty.com/deborah-secco-diz-que-a-monogamia-nao-funciona-e-dificil-para-ambas-as-partes-serem-fieis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marina Rotty]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Apr 2024 11:08:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[casal]]></category>
		<category><![CDATA[deborah secco]]></category>
		<category><![CDATA[monogamia]]></category>
		<category><![CDATA[não monogamia]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[traição]]></category>
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					<description><![CDATA[Será que relacionamentos tradicionais ainda valem a pena? A não-monogamia ganhou força nos últimos anos, e diversos famosos afirmam que conquistaram relacionamentos mais saudáveis depois de adotar a prática. Recentemente, em entrevista, Deborah Secco comentou um pouco sobre o seu relacionamento não-monogâmico com o cineasta Hugo Moura – e fez questão de ressaltar a fragilidade da monogamia. “Eu percebi desde sempre que a monogamia não funciona na sociedade. É difícil ambas as partes serem fiéis. As relações não são monogâmicas, elas só são ditas assim”, disse a atriz. Não é a primeira vez que Débora comenta sobre o assunto, e a dinâmica do relacionamento do casal já é conhecida do público faz tempo. Casal especialista em relacionamento aberto comenta o caso Marina Rotty e Marcio Wolf, casal não-monogâmico que compartilha experiências nas redes sociais, buscam desmistificar os preconceitos que circundam os relacionamentos liberais – e certamente tem propriedade no assunto. “A não-monogamia devolve o poder de escolha para cada indivíduo, ao mesmo tempo em que promove uma parceria mais aberta e honesta. Através da comunicação constante, indispensável para este estilo de relacionamento, o casal fica mais conectado e comprometido um com o outro. Isso deixa a relação mais transparente”, diz Marina. Marcio complementa a visão, destacando a importância do consentimento mútuo: “Através de nossas atividades no Grupo Z, buscamos criar um ambiente seguro e respeitoso, onde cada indivíduo pode definir seus limites e desejos. A não-monogamia consensual requer confiança, comunicação constante e respeito pelas escolhas do parceiro, construindo relações mais sólidas e duradouras”. Sobre o caso específico de Deborah Secco, Marcio é categórico: “É inspirador ver figuras públicas como Deborah Secco compartilhando sua experiência. Isso ajuda a desmistificar a não-monogamia, mostrando que é possível ter relacionamentos saudáveis e felizes fora dos padrões convencionais. Cada pessoa é única, e nossas escolhas devem ser respeitadas, desde que baseadas no diálogo e no consentimento mútuo”. Marina, formada em psicologia, comenta sobre o caso com uma visão mais ampla, e conclui o assunto exaltando a importância de declarações como a de Deborah Secco: “O depoimento da Deborah reflete uma realidade que muitas pessoas vivenciam, mas nem sempre têm coragem de expressar. A sociedade impõe padrões que nem sempre se encaixam nas diferentes dinâmicas dos relacionamentos”. “A não-monogamia consensual permite a flexibilidade necessária para que casais possam moldar suas próprias regras, respeitando as individualidades e construindo conexões verdadeiras”, conclui Marina. Publicado na Isto É. https://istoe.com.br/deborah-secco-diz-que-a-monogamia-nao-funciona-e-dificil-para-ambas-as-partes-serem-fieis/]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Será que relacionamentos tradicionais ainda valem a pena? A não-monogamia ganhou força nos últimos anos, e diversos famosos afirmam que conquistaram relacionamentos mais saudáveis depois de adotar a prática. Recentemente, em entrevista, <a href="https://istoe.com.br/tag/deborah-secco/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Deborah Secco</strong></a> comentou um pouco sobre o seu relacionamento não-monogâmico com o cineasta Hugo Moura – e fez questão de ressaltar a fragilidade da monogamia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">“Eu percebi desde sempre que a monogamia não funciona na sociedade. É difícil ambas as partes serem fiéis. As relações não são monogâmicas, elas só são ditas assim”, disse a atriz.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não é a primeira vez que Débora comenta sobre o assunto, e a dinâmica do relacionamento do casal já é conhecida do público faz tempo.</p>



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<h3 class="wp-block-heading"><strong>Casal especialista em relacionamento aberto comenta o caso</strong></h3>



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<p class="wp-block-paragraph">Marina Rotty e Marcio Wolf, casal não-monogâmico que compartilha experiências nas redes sociais, buscam desmistificar os preconceitos que circundam os relacionamentos liberais – e certamente tem propriedade no assunto.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">“A não-monogamia devolve o poder de escolha para cada indivíduo, ao mesmo tempo em que promove uma parceria mais aberta e honesta. Através da comunicação constante, indispensável para este estilo de relacionamento, o casal fica mais conectado e comprometido um com o outro. Isso deixa a relação mais transparente”, diz Marina.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Marcio complementa a visão, destacando a importância do consentimento mútuo: “Através de nossas atividades no Grupo Z, buscamos criar um ambiente seguro e respeitoso, onde cada indivíduo pode definir seus limites e desejos. A não-monogamia consensual requer confiança, comunicação constante e respeito pelas escolhas do parceiro, construindo relações mais sólidas e duradouras”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre o caso específico de Deborah Secco, Marcio é categórico: “É inspirador ver figuras públicas como Deborah Secco compartilhando sua experiência. Isso ajuda a desmistificar a não-monogamia, mostrando que é possível ter relacionamentos saudáveis e felizes fora dos padrões convencionais. Cada pessoa é única, e nossas escolhas devem ser respeitadas, desde que baseadas no diálogo e no consentimento mútuo”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Marina, formada em psicologia, comenta sobre o caso com uma visão mais ampla, e conclui o assunto exaltando a importância de declarações como a de Deborah Secco: “O depoimento da Deborah reflete uma realidade que muitas pessoas vivenciam, mas nem sempre têm coragem de expressar. A sociedade impõe padrões que nem sempre se encaixam nas diferentes dinâmicas dos relacionamentos”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">“A não-monogamia consensual permite a flexibilidade necessária para que casais possam moldar suas próprias regras, respeitando as individualidades e construindo conexões verdadeiras”, conclui Marina.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">Publicado na Isto É.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://istoe.com.br/deborah-secco-diz-que-a-monogamia-nao-funciona-e-dificil-para-ambas-as-partes-serem-fieis/" target="_blank" rel="noopener">https://istoe.com.br/deborah-secco-diz-que-a-monogamia-nao-funciona-e-dificil-para-ambas-as-partes-serem-fieis/</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>NMC Como Orientação Relacional</title>
		<link>https://marinarotty.com/nmc-como-orientacao-relacional/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marina Rotty]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Feb 2024 18:12:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[casal]]></category>
		<category><![CDATA[diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[diversidade relacional]]></category>
		<category><![CDATA[marina rotty]]></category>
		<category><![CDATA[não monogamia]]></category>
		<category><![CDATA[não monogamia consensual]]></category>
		<category><![CDATA[nmc]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[sexologia]]></category>
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					<description><![CDATA[A diversidade de relacionamentos é um componente importante para entender comportamentos sexuais, relacionamentos românticos e bem-estar individual e coletivo. De fato, no Reino Unido, a sigla GSRD (gender, sexual and relationship diversity) está se tornando mais comum e Sari Van Anders destaca o número de parceiros como uma característica importante de sua teoria das configurações sexuais, ao lado de gênero/sexo. Ao mesmo tempo, alguns argumentam que a Não Monogamia Consensual é uma identidade ou orientação duradoura semelhante à sexualidade, uma questão que tem ramificações para batalhas por reconhecimento jurídico. No entanto, o conhecimento sobre indivíduos não brancos e grupos culturais mais amplos ainda é limitado e mais pesquisas são necessárias. Independentemente de considerarmos a NMC como orientação (ao lado de gênero/sexo), o crescente interesse, engajamento e os efeitos nocivos do estigma e do estresse das minorias para as populações de NMC significam que este é um fenômeno que não deve ser ignorado. Embora o conhecimento sobre a NMC esteja em constante crescimento, é importante alertar: Não tomem um grupo de pessoas, práticas ou ideologias não monogâmicas como representativas, porque existem múltiplos significados e entendimentos entre e dentro de grupos e indivíduos que praticam relações abertamente não monogâmicas. Nesse sentido, são necessárias mais pesquisas, com faixas mais diversas de grupos, culturas e circunstâncias, para entender melhor como a vida das pessoas se cruza com a Não Monogamia Consensual e o impacto que isso causa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A diversidade de relacionamentos é um componente importante para entender comportamentos sexuais, relacionamentos românticos e bem-estar individual e coletivo. De fato, no Reino Unido, a sigla GSRD (gender, sexual and relationship diversity) está se tornando mais comum e Sari Van Anders destaca o número de parceiros como uma característica importante de sua teoria das configurações sexuais, ao lado de gênero/sexo. </p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, alguns argumentam que a Não Monogamia Consensual é uma identidade ou orientação duradoura semelhante à sexualidade, uma questão que tem ramificações para batalhas por reconhecimento jurídico. No entanto, o conhecimento sobre indivíduos não brancos e grupos culturais mais amplos ainda é limitado e mais pesquisas são necessárias. </p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Independentemente de considerarmos a NMC como orientação (ao lado de gênero/sexo), o crescente interesse, engajamento e os efeitos nocivos do estigma e do estresse das minorias para as populações de NMC significam que este é um fenômeno que não deve ser ignorado. Embora o conhecimento sobre a NMC esteja em constante crescimento, é importante alertar:</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não tomem um grupo de pessoas, práticas ou ideologias não monogâmicas como representativas, porque existem múltiplos significados e entendimentos entre e dentro de grupos e indivíduos que praticam relações abertamente não monogâmicas. Nesse sentido, são necessárias mais pesquisas, com faixas mais diversas de grupos, culturas e circunstâncias, para entender melhor como a vida das pessoas se cruza com a Não Monogamia Consensual e o impacto que isso causa.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Conexão Social Importa</title>
		<link>https://marinarotty.com/conexao-social-importa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marina Rotty]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jan 2024 14:31:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[ano novo]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamento]]></category>
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					<description><![CDATA[Certamente você já se perguntou o que é preciso para ser feliz e, principalmente em começos de anos, essa ideia de felicidade costuma aparecer na forma de compromissos, listas de ano novo, dietas, detox e diversas ações para alcançarmos, enfim, aquele estado de satisfação geral que costumamos chamar de felicidade. Existe um estudo sobre o desenvolvimento humano que pode nos dar algumas diretrizes para este momento de resoluções pessoais. É o Harvard Study of Adult Development (Estudo de Desenvolvimento Adulto da Harvard) que trata de estudar o ser humano em sua vida inteira, por isso está ativo há mais de 80 anos na Harvard University. Estudando a vida de 724 pessoas, desde a adolescência até o fim da vida (ainda há cerca de 80 participantes da pesquisa vivos), o estudo descobriu pelo menos três lições importantes sobre a saúde e felicidade do ser humano: Imagino que até aqui tenha sido fácil de entender, e até mesmo você pode pensar que isso é fácil de se fazer. Mas na realidade, não é não. A vida de hoje tem outro apelo, oposto ao apelo social: ela é rápida. Tudo tem que ser pra ontem, a gente quer ser feliz e quer AGORA, a gente não quer perder tempo investindo em nada. Não é fácil trocar o pensamento &#8220;perder tempo&#8221; por &#8220;investir&#8221; em um bom relacionamento porque isso vai na contramão da vida moderna. Um amigo costuma dizer que o maior bem que uma pessoa tem é seu &#8220;tempo&#8221;. Onde você vai colocar tempo? Com quais coisas você gastar seu tempo? Em quais lugares você vai passar seu tempo? A vida não pára, o sol continua nascendo e se pondo a cada 24 horas quer a gente queira ou não. Não dá para saber como será o ano de 2024, mas podemos conduzi-lo de um jeito que seja bom para nós.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Certamente você já se perguntou o que é preciso para ser feliz e, principalmente em começos de anos, essa ideia de felicidade costuma aparecer na forma de compromissos, listas de ano novo, dietas, detox e diversas ações para alcançarmos, enfim, aquele estado de satisfação geral que costumamos chamar de felicidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Existe um estudo sobre o desenvolvimento humano que pode nos dar algumas diretrizes para este momento de resoluções pessoais. É o <a href="https://www.adultdevelopmentstudy.org/" target="_blank" rel="noopener">Harvard Study of Adult Development</a> (Estudo de Desenvolvimento Adulto da Harvard) que trata de estudar o ser humano em sua vida inteira, por isso está ativo há mais de 80 anos na Harvard University. </p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudando a vida de 724 pessoas, desde a adolescência até o fim da vida (ainda há cerca de 80 participantes da pesquisa vivos), o estudo descobriu pelo menos três lições importantes sobre a saúde e felicidade do ser humano:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>A conexão social é importante e a solidão mata</strong>.
<ul class="wp-block-list">
<li>Pessoas mais conectadas socialmente com suas famílias, amigos e/ou comunidades, são mais felizes, mais saudáveis fisicamente e vivem mais tempo do que os outros. Já as pessoas que vivem mais sozinhas do que gostariam de ser, são menos felizes, ficam doentes precocemente, o cérebro se deteriora mais cedo e vivem vidas mais curtas do que as outras pessoas.</li>
</ul>
</li>



<li><strong>Não é a quantidade de conexões sociais que importa, mas sim a qualidade dessas conexões.</strong> 
<ul class="wp-block-list">
<li>Pessoas com mais idade relataram que a dor física era menor quando estavam em bons relacionamentos. Enquanto que aqueles que não viviam uma relação saudável tinham a dor física aumentada pela dor emocional de se sentirem sozinhos.</li>
</ul>
</li>



<li><strong>As relações boas não protegem somente o corpo, mas o cérebro tb</strong>.  
<ul class="wp-block-list">
<li>Descobriram que aqueles com bons relacionamentos lembravam de mais coisas, por mais tempo, do que as pessoas que sentiam que não podiam contar com seus companheiros.</li>
</ul>
</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Imagino que até aqui tenha sido fácil de entender, e até mesmo você pode pensar que isso é fácil de se fazer. Mas na realidade, não é não. A vida de hoje tem outro apelo, oposto ao apelo social: ela é rápida. Tudo tem que ser pra ontem, a gente quer ser feliz e quer AGORA, a gente não quer perder tempo investindo em nada. Não é fácil trocar o pensamento &#8220;perder tempo&#8221; por &#8220;investir&#8221; em um bom relacionamento porque isso vai na contramão da vida moderna.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um amigo costuma dizer que o maior bem que uma pessoa tem é seu &#8220;tempo&#8221;. Onde você vai colocar tempo? Com quais coisas você gastar seu tempo? Em quais lugares você vai passar seu tempo? A vida não pára, o sol continua nascendo e se pondo a cada 24 horas quer a gente queira ou não. Não dá para saber como será o ano de 2024, mas podemos conduzi-lo de um jeito que seja bom para nós. </p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Mitos da Não Monogamia Consensual</title>
		<link>https://marinarotty.com/mitos-da-nao-monogamia-consensual/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marina Rotty]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Nov 2023 13:27:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[discriminação]]></category>
		<category><![CDATA[mito]]></category>
		<category><![CDATA[monogamia]]></category>
		<category><![CDATA[nao mono]]></category>
		<category><![CDATA[não monogamia consensual]]></category>
		<category><![CDATA[preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[sexologia]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Nas culturas ocidentais, mesmo quando o casamento entre pessoas do mesmo sexo se torna mais comum, a monogamia recebe status superior cultural e legal. Esse privilegiamento das relações acopladas tem sido denominado como monocentrismo, monogamia compulsória ou mononormatividade. Há uma série de estereótipos e mitos comuns aos quais a NMC está sujeita, os mais comuns são: 1) a não monogamia consensual é motivada principalmente por desejo de mais sexo e, portanto, deve levar a um risco elevado de ISTs; 2) a NMC é inerentemente opressora para as mulheres; 3) significa que os praticantes não amam seus parceiros; 4) é um comportamento defeituoso que não funciona bem em comparação com a monogamia; 5) resultará em ciúmes que serão destruidores de relacionamento; 6) não é natural. Esses estigmas carecem de uma base empírica e são baseados em estereótipos, mitos e desinformação. Em contraste, a monogamia é frequentemente vista através de &#8220;óculos cor-de-rosa&#8221;, romantizada, e é defendida a todo custo. Mesmo diante de evidências ao contrário. Apesar desses estereótipos e estigmas comuns compartilhados, tipos distintos de NMC são frequentemente julgados de forma diferente. Vários estudos compararam as atitudes da população em geral em relação aos profissionais de NMC. Esses estudos tendem a apresentar aos participantes vinhetas de pessoas em relações arquetípicas de NMC e pedir-lhes que façam julgamentos sobre suas características, como sua moralidade, inteligência e satisfação no relacionamento. Em comparação com todas as formas de NMC, a monogamia é esmagadoramente julgada como superior. No entanto, há um quadro mais misto ao comparar tipos de NMC. Algumas pesquisas sugerem que as formas de NMC que são predominantemente de natureza sexual (por exemplo, swing ou sexo grupal) recebem menos estigma do que o poliamor, enquanto outras pesquisas sugerem que o poliamor é menos estigmatizado. Assim, embora o elevado estigma em relação à NMC em comparação com a monogamia seja um achado consistente e robusto na literatura, o nível e o alvo do estigma provavelmente são influenciados por uma série de variáveis (por exemplo, endossos de dois pesos e duas medidas sexuais, idade, gênero, cultura, orientação sexual etc.). Não é novidade que o preconceito que as pessoas da NMC enfrentam é decretado como discriminação em diversos contextos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Nas culturas ocidentais, mesmo quando o casamento entre pessoas do mesmo sexo se torna mais comum, a monogamia recebe status superior cultural e legal. Esse privilegiamento das relações acopladas tem sido denominado como monocentrismo, monogamia compulsória ou mononormatividade. Há uma série de estereótipos e mitos comuns aos quais a NMC está sujeita, os mais comuns são:</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">1) a não monogamia consensual é motivada principalmente por desejo de mais sexo e, portanto, deve levar a um risco elevado de ISTs;</p>



<p class="wp-block-paragraph">2) a NMC é inerentemente opressora para as mulheres;</p>



<p class="wp-block-paragraph">3) significa que os praticantes não amam seus parceiros;</p>



<p class="wp-block-paragraph">4) é um comportamento defeituoso que não funciona bem em comparação com a monogamia;</p>



<p class="wp-block-paragraph">5) resultará em ciúmes que serão destruidores de relacionamento;</p>



<p class="wp-block-paragraph">6) não é natural. </p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses estigmas carecem de uma base empírica e são baseados em estereótipos, mitos e desinformação. Em contraste, a monogamia é frequentemente vista através de &#8220;óculos cor-de-rosa&#8221;, romantizada, e é defendida a todo custo. Mesmo diante de evidências ao contrário. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar desses estereótipos e estigmas comuns compartilhados, tipos distintos de NMC são frequentemente julgados de forma diferente. Vários estudos compararam as atitudes da população em geral em relação aos profissionais de NMC. Esses estudos tendem a apresentar aos participantes vinhetas de pessoas em relações arquetípicas de NMC e pedir-lhes que façam julgamentos sobre suas características, como sua moralidade, inteligência e satisfação no relacionamento. Em comparação com todas as formas de NMC, a monogamia é esmagadoramente julgada como superior. </p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h4 class="wp-block-heading">No entanto, há um quadro mais misto ao comparar tipos de NMC. </h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas pesquisas sugerem que as formas de NMC que são predominantemente de natureza sexual (por exemplo, swing ou sexo grupal) recebem menos estigma do que o poliamor, enquanto outras pesquisas sugerem que o poliamor é menos estigmatizado. Assim, embora o elevado estigma em relação à NMC em comparação com a monogamia seja um achado consistente e robusto na literatura, o nível e o alvo do estigma provavelmente são influenciados por uma série de variáveis (por exemplo, endossos de dois pesos e duas medidas sexuais, idade, gênero, cultura, orientação sexual etc.). Não é novidade que o preconceito que as pessoas da NMC enfrentam é decretado como discriminação em diversos contextos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Diferença Entre Monogamia e NMC</title>
		<link>https://marinarotty.com/diferenca-entre-monogamia-e-nmc/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marina Rotty]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Sep 2023 23:14:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[ciume]]></category>
		<category><![CDATA[monogamia]]></category>
		<category><![CDATA[não monogamia]]></category>
		<category><![CDATA[nmc]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamento]]></category>
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					<description><![CDATA[Em uma pesquisa recente sobre não monogamia consensual, Ryan Scoats and Christine Campbell fizeram uma revisão do que existe hoje em pesquisa e literatura sobre o tema, na tentativa de responder a pergunta &#8220;o que sabemos sobre não monogamis consensual&#8221;. O resultado é interessante e traz diversos aspectos que valem a pena serem trazidos para reflexão. Aqui começarei com a pequena diferença nos níveis de felicidade encontrados entre monogâmicos e NMC. Estudos que examinaram características como amor, compromisso, ciúme, satisfação e qualidade no relacionamento, encontraram pouca ou nenhuma diferença entre pessoas monogâmicas e não monogâmicas consensuais. Interessante perceber que, apesar de não haver diferença, o estigma negativo que paira sobre a NMC é a maior concordância entre os estudos. Isso sugere que o preconceito e discriminação sofridos pelos adeptos da NMC está ligado a duas causas principais: Como adepta da não monogamia consensual há mais de 15 anos, vivencio este estigma diariamente. Também acompanho indivíduos que experimentam a negatividade que o estigma da NMC traz, vindo não apenas de pessoas monogâmicas mas de outras vertentes da não monogamia que não consideram a NMC uma não monogamia de fato. Observo na prática o que os estudos encontraram: pouca ou nenhuma diferença na mecânica relacional monogâmica e não monogâmica consensual; pelo menos não o suficiente para haver tanto estigma em torno dos adeptos da NMC. Também sei que, principalmente entre swingers e casais liberais, existe um forte fator exibicionista. E isto pode ser um dos maiores motivos para a permanência do estigma negativo, devido a sua proximidade com a pornografia e predominante busca pelo prazer sexual. Uma das formas de combater esse estigma é gerar base empírica sobre NMC, porém, poucos adeptos da não monogamia consensual expõe seus status de relacionamento. A grande maioria segue uma das duas linhas: mantém sigilo total ou tem medo do que pode acontecer se alguém souber, por isso, escolhem não se manifestar. Enquanto isso, a monogamia segue estabelecendo uma base empírica bem consistente, principalmente no quesito infidelidade. Mas apesar do que os estudos sugerem (de não haver diferença entre monogâmicos e NMC), há pelo menos uma diferença central entre os dois formatos e ela está na forma como o ciúme é encarado. Na NMC, o ciúme não é necessariamente uma ameaça aos relacionamentos, como acontece na monogamia. Em vez disso, é encarado como algo possível de gerenciar ou mesmo experimentar positivamente, como sentir prazer com o pensamento de seu parceiro se divertindo com outro. Marina Rotty Sobre &#8220;What Do We Know About Consensual Non-Monogamy&#8221;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Em uma pesquisa recente sobre não monogamia consensual, Ryan Scoats and Christine Campbell fizeram uma revisão do que existe hoje em pesquisa e literatura sobre o tema, na tentativa de responder a pergunta &#8220;o que sabemos sobre não monogamis consensual&#8221;. O resultado é interessante e traz diversos aspectos que valem a pena serem trazidos para reflexão. Aqui começarei com a pequena diferença nos níveis de felicidade encontrados entre monogâmicos e NMC.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos que examinaram características como amor, compromisso, ciúme, satisfação e qualidade no relacionamento, encontraram pouca ou nenhuma diferença entre pessoas monogâmicas e não monogâmicas consensuais. Interessante perceber que, apesar de não haver diferença, o estigma negativo que paira sobre a NMC é a maior concordância entre os estudos. Isso sugere que o preconceito e discriminação sofridos pelos adeptos da NMC está ligado a duas causas principais:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Falta de conhecimento sobre não monogamia consensual.</li>



<li>Falta de base empírica que comprove que a NMC é semelhante à monogamia.</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Como adepta da não monogamia consensual há mais de 15 anos, vivencio este estigma diariamente. Também acompanho indivíduos que experimentam a negatividade que o estigma da NMC traz, vindo não apenas de pessoas monogâmicas mas de outras vertentes da não monogamia que não consideram a NMC uma não monogamia de fato. Observo na prática o que os estudos encontraram: pouca ou nenhuma diferença na mecânica relacional monogâmica e não monogâmica consensual; pelo menos não o suficiente para haver tanto estigma em torno dos adeptos da  NMC.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Também sei que, principalmente entre swingers e casais liberais, existe um forte fator exibicionista. E isto pode ser um dos maiores motivos para a permanência do estigma negativo, devido a sua proximidade com a pornografia e predominante busca pelo prazer sexual.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das formas de combater esse estigma é gerar base empírica sobre NMC, porém, poucos adeptos da não monogamia consensual expõe seus status de relacionamento. A grande maioria segue uma das duas linhas: mantém sigilo total ou tem medo do que pode acontecer se alguém souber, por isso, escolhem não se manifestar. Enquanto isso, a monogamia segue estabelecendo uma base empírica bem consistente, principalmente no quesito infidelidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" src="https://marinarotty.com/wp-content/uploads/2023/09/preconceito-1024x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-613" style="width:484px;height:484px" width="484" height="484" srcset="https://marinarotty.com/wp-content/uploads/2023/09/preconceito-1024x1024.jpeg 1024w, https://marinarotty.com/wp-content/uploads/2023/09/preconceito-300x300.jpeg 300w, https://marinarotty.com/wp-content/uploads/2023/09/preconceito-150x150.jpeg 150w, https://marinarotty.com/wp-content/uploads/2023/09/preconceito-768x768.jpeg 768w, https://marinarotty.com/wp-content/uploads/2023/09/preconceito-75x75.jpeg 75w, https://marinarotty.com/wp-content/uploads/2023/09/preconceito-600x600.jpeg 600w, https://marinarotty.com/wp-content/uploads/2023/09/preconceito.jpeg 1080w" /><figcaption class="wp-element-caption">Ciclo do preconceito NMC</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas apesar do que os estudos sugerem (de não haver diferença entre monogâmicos e NMC), há pelo menos uma diferença central entre os dois formatos e ela está na forma como o ciúme é encarado. Na NMC, o ciúme não é necessariamente uma ameaça aos relacionamentos, como acontece na monogamia. Em vez disso, é encarado como algo possível de gerenciar ou mesmo experimentar positivamente, como sentir prazer com o pensamento de seu parceiro se divertindo com outro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Marina Rotty</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre &#8220;What Do We Know About Consensual Non-Monogamy&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Sexomnia</title>
		<link>https://marinarotty.com/sexomnia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marina Rotty]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Oct 2022 16:39:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[distúrbio]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[sono]]></category>
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					<description><![CDATA[A maioria das pessoas não sabe que se trata de um distúrbio do sono que faz com que a pessoa pratique atividade sexual enquanto dorme. Há relatos de indivíduos que fazem movimentos como se estivessem no ato, se masturbem ou mesmo interajam enquanto dormem, transformando pessoas próximas em possíveis vítimas. Também chamada de Sonambulismo Sexual, esse distúrbio pode desencadear problemas sociais e no próprio relacionamento, dependendo de como é percebido por quem é afetado por ele, seja o sonâmbulo ou quem convive com ele. Na maioria dos casos é encarado com surpresa, leveza e bom humor, já que claramente quem sofre o distúrbio não tem consciência dos seus atos. Mas há casos em que os afetados podem se sentir invadidos, agredidos e entrar em grande sofrimento. Nesses casos é aconselhável buscar um médico especialista em sono para diagnóstico e tratamento dos gatilhos que geram os episódios de Sexomnia, podendo eles ser de origem médica ou psicológica.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A maioria das pessoas não sabe que se trata de um distúrbio do sono que faz com que a pessoa pratique atividade sexual enquanto dorme. Há relatos de indivíduos que fazem movimentos como se estivessem no ato, se masturbem ou mesmo interajam enquanto dormem, transformando pessoas próximas em possíveis vítimas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também chamada de Sonambulismo Sexual, esse distúrbio pode desencadear problemas sociais e no próprio relacionamento, dependendo de como é percebido por quem é afetado por ele, seja o sonâmbulo ou quem convive com ele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na maioria dos casos é encarado com surpresa, leveza e bom humor, já que claramente quem sofre o distúrbio não tem consciência dos seus atos. Mas há casos em que os afetados podem se sentir invadidos, agredidos e entrar em grande sofrimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesses casos é aconselhável buscar um médico especialista em sono para diagnóstico e tratamento dos gatilhos que geram os episódios de Sexomnia, podendo eles ser de origem médica ou psicológica.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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