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	<title>preconceito &#8211; Marina Rotty</title>
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	<description>especialista em liberdade afetiva</description>
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	<title>preconceito &#8211; Marina Rotty</title>
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		<title>Swing não é bagunça: 7 argumentos para profissionais de saúde desconstruírem o preconceito</title>
		<link>https://marinarotty.com/swing-e-preconceito-nao-monogamia-profissionais-de-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marina Rotty]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Aug 2025 13:46:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[dia do swing]]></category>
		<category><![CDATA[não monogamia]]></category>
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		<category><![CDATA[psicologos]]></category>
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					<description><![CDATA[Apesar dos avanços nas discussões sobre diversidade relacional e sexual, o swing — prática não monogâmica consensual e amplamente presente na cultura brasileira — ainda é alvo de estigmas, inclusive dentro de contextos profissionais. No imaginário coletivo, é comum que o swing seja associado à promiscuidade, desvio moral ou instabilidade relacional. E isso precisa ser revisto com urgência, principalmente por quem trabalha com saúde mental, sexualidade e relações humanas. Neste segundo sábado de agosto, quando se comemora o Dia do Swing, é oportuno refletir sobre o papel dos profissionais na manutenção ou na desconstrução desses estereótipos. Afinal, não é função da psicologia, da medicina ou da sexologia normatizar desejos, mas sim compreender as escolhas com base no contexto, no consentimento e no impacto real na vida dos indivíduos e dos vínculos que estabelecem. A seguir, trago sete argumentos fundamentais que podem ajudar profissionais de saúde a revisar seus próprios preconceitos — conscientes ou não — sobre o tema. 1. O swing é uma prática consensual entre adultos Trata-se de uma experiência pautada em acordos claros, respeito mútuo e consentimento explícito. Quando compreendido nesse contexto, o swing não configura risco psicológico ou sexual em si — mas uma alternativa relacional legítima e organizada. Ignorar esse dado é negligenciar um dos princípios fundamentais da prática clínica: a autonomia. 2. Desafia o modelo normativo de posse nos vínculos afetivos A monogamia, ainda que culturalmente dominante, não é sinônimo de amor ou compromisso. O swing propõe uma experiência relacional que separa exclusividade de fidelidade, revelando que o desejo pode coexistir com o afeto, sem que isso configure ameaça à qualidade da relação. 3. Envolve alto grau de comunicação e autorregulação emocional Casais que vivem a experiência do swing frequentemente relatam melhora na comunicação, aprofundamento da intimidade e aumento da confiança. Não é incomum que, ao entrar nesse universo, os envolvidos revisem inseguranças, expressem fantasias e fortaleçam o vínculo conjugal. 4. Exige um enfrentamento consciente de valores e crenças A adesão ao estilo de vida liberal requer reflexão ativa sobre padrões morais internalizados, autoconsciência e disposição para romper com convenções sociais. Em muitos casos, trata-se de um processo terapêutico em si, de individuação e empoderamento pessoal. 5. Expõe a hipocrisia da normatividade sexual A sociedade consome pornografia em larga escala, naturaliza infidelidades, mas ainda julga práticas consensuais e abertas como “desvio”. Profissionais de saúde não devem reforçar essa lógica, mas sim atuar como pontes para a escuta sem julgamento e a validação de formas diversas de experienciar o desejo. 6. Não representa ausência de amor, responsabilidade ou ética É preciso desfazer a ideia de que múltiplas experiências sexuais implicam superficialidade ou falta de comprometimento. Muitas relações swingers envolvem acordos sofisticados, limites bem definidos e elevado senso de responsabilidade afetiva e sexual. 7. O julgamento moral compromete a qualidade do cuidado Seja em consultório, hospital ou contexto educacional, o preconceito interfere diretamente na escuta, no acolhimento e na construção da confiança terapêutica. Ao projetar valores pessoais sobre o paciente, o profissional corre o risco de invalidar sua vivência e perpetuar violência simbólica. Considerações finais O swing é apenas uma entre tantas expressões possíveis da sexualidade humana. Reconhecê-lo como prática legítima, consensual e complexa é papel de qualquer profissional comprometido com uma atuação ética, atualizada e livre de moralismos. Ao ampliar o repertório teórico e escutar verdadeiramente as pessoas que escolhem caminhos fora da norma, abrimos espaço para uma clínica (e uma sociedade) mais plural, segura e justa. Neste Dia do Swing, que tal refletir: qual parte do seu olhar ainda está preso ao tabu — e não à realidade? Marina Rotty]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos avanços nas discussões sobre diversidade relacional e sexual, o swing — prática não monogâmica consensual e amplamente presente na cultura brasileira — ainda é alvo de estigmas, inclusive dentro de contextos profissionais. No imaginário coletivo, é comum que o swing seja associado à promiscuidade, desvio moral ou instabilidade relacional. E isso precisa ser revisto com urgência, principalmente por quem trabalha com saúde mental, sexualidade e relações humanas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste segundo sábado de agosto, quando se comemora o <strong>Dia do Swing</strong>, é oportuno refletir sobre o papel dos profissionais na manutenção ou na desconstrução desses estereótipos. Afinal, não é função da psicologia, da medicina ou da sexologia normatizar desejos, mas sim compreender as escolhas com base no contexto, no consentimento e no impacto real na vida dos indivíduos e dos vínculos que estabelecem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A seguir, trago sete argumentos fundamentais que podem ajudar profissionais de saúde a revisar seus próprios preconceitos — conscientes ou não — sobre o tema.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h3 class="wp-block-heading">1. O swing é uma prática consensual entre adultos</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Trata-se de uma experiência pautada em <strong>acordos claros, respeito mútuo e consentimento explícito</strong>. Quando compreendido nesse contexto, o swing não configura risco psicológico ou sexual em si — mas uma alternativa relacional legítima e organizada. Ignorar esse dado é negligenciar um dos princípios fundamentais da prática clínica: a autonomia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h3 class="wp-block-heading">2. Desafia o modelo normativo de posse nos vínculos afetivos</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A monogamia, ainda que culturalmente dominante, não é sinônimo de amor ou compromisso. O swing propõe <strong>uma experiência relacional que separa exclusividade de fidelidade</strong>, revelando que o desejo pode coexistir com o afeto, sem que isso configure ameaça à qualidade da relação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h3 class="wp-block-heading">3. Envolve alto grau de comunicação e autorregulação emocional</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Casais que vivem a experiência do swing frequentemente relatam <strong>melhora na comunicação, aprofundamento da intimidade e aumento da confiança</strong>. Não é incomum que, ao entrar nesse universo, os envolvidos revisem inseguranças, expressem fantasias e fortaleçam o vínculo conjugal.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h3 class="wp-block-heading">4. Exige um enfrentamento consciente de valores e crenças</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A adesão ao estilo de vida liberal requer <strong>reflexão ativa sobre padrões morais internalizados</strong>, autoconsciência e disposição para romper com convenções sociais. Em muitos casos, trata-se de um processo terapêutico em si, de individuação e empoderamento pessoal.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h3 class="wp-block-heading">5. Expõe a hipocrisia da normatividade sexual</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A sociedade consome pornografia em larga escala, naturaliza infidelidades, mas ainda <strong>julga práticas consensuais e abertas como “desvio”</strong>. <strong>Profissionais de saúde não devem reforçar essa lógica,</strong> mas sim atuar como pontes para a escuta sem julgamento e a validação de formas diversas de experienciar o desejo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h3 class="wp-block-heading">6. Não representa ausência de amor, responsabilidade ou ética</h3>



<p class="wp-block-paragraph">É preciso desfazer a ideia de que múltiplas experiências sexuais implicam superficialidade ou falta de comprometimento. Muitas relações swingers envolvem <strong>acordos sofisticados, limites bem definidos e elevado senso de responsabilidade afetiva e sexual</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h3 class="wp-block-heading">7. O julgamento moral compromete a qualidade do cuidado</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Seja em consultório, hospital ou contexto educacional, o preconceito interfere diretamente na escuta, no acolhimento e na construção da confiança terapêutica. Ao <strong>projetar valores pessoais sobre o paciente</strong>, o profissional corre o risco de invalidar sua vivência e perpetuar violência simbólica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h3 class="wp-block-heading">Considerações finais</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O swing é apenas uma entre tantas expressões possíveis da sexualidade humana. Reconhecê-lo como prática legítima, consensual e complexa é papel de qualquer profissional comprometido com uma atuação ética, atualizada e livre de moralismos. Ao ampliar o repertório teórico e escutar verdadeiramente as pessoas que escolhem caminhos fora da norma, abrimos espaço para uma clínica (e uma sociedade) mais plural, segura e justa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste Dia do Swing, que tal refletir: qual parte do seu olhar ainda está preso ao tabu — e não à realidade?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Marina Rotty</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
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		<title>Causas de Sofrimento da População NMC</title>
		<link>https://marinarotty.com/causas-de-sofrimento-da-populacao-nmc/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marina Rotty]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Aug 2024 05:23:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoestima]]></category>
		<category><![CDATA[bem estar]]></category>
		<category><![CDATA[estigma]]></category>
		<category><![CDATA[não monogamia consensual]]></category>
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		<category><![CDATA[swing]]></category>
		<category><![CDATA[trisal]]></category>
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					<description><![CDATA[Estudo mostra que o estigma negativo afeta bem estar da população em relacionamentos não monogâmicos consensuais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um estudo de pesquisa recente, publicado no Boletim de Personalidade e Psicologia Social, descobriu que pessoas em relacionamentos Consensualmente Não Monogâmicos (CNM) enfrentam estigma social negativo que afeta seu bem-estar.<br><br>Pesquisas anteriores já estabeleceram que as pessoas tendem a ver os relacionamentos CNM de forma mais negativa do que a monogamia. O novo estudo pesquisou 372 pessoas em relacionamentos CNM e descobriu que cerca de 40% delas relataram ter sofrido estigma negativo como resultado de seu relacionamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quatro temas surgiram entre aqueles que relataram ter sofrido estigma: expressões de desconforto ou desaprovação de seu relacionamento com CNM, perda de recursos ou comportamento ameaçador, desvalorização ou diminuição de seu caráter e desvalorização ou diminuição de seu relacionamento.</p>



<figure class="wp-block-pullquote has-medium-font-size" style="font-style:italic;font-weight:600"><blockquote><p>“Pessoas em relacionamentos consensualmente não monogâmicos realmente relatam que vivenciam o estigma de várias maneiras”</p><cite>Elizabeth Mahar</cite></blockquote></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h2 class="wp-block-heading">Efeitos do estigma negativo</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><br>“Pessoas em relacionamentos consensualmente não monogâmicos realmente relatam que vivenciam o estigma de várias maneiras”, diz a principal autora do estudo, Elizabeth Mahar, da University of British Columbia. “Além disso, esse estigma vivenciado está associado ao sofrimento psicológico.”<br><br>O estudo também examinou os efeitos desse estigma no bem-estar das pessoas em relacionamentos CNM. Pesquisando 383 participantes, os pesquisadores descobriram que experimentar estigma negativo estava relacionado ao aumento do sofrimento psicológico. Essa associação também estava ligada ao estigma antecipado (até que ponto as pessoas esperam ser tratadas ou consideradas mal) e ao estigma internalizado (o grau em que as pessoas se sentem culpadas por seu relacionamento com o CNM).</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h2 class="wp-block-heading">Minorias</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><br>“Pesquisas anteriores descobriram que pessoas com identidades marginalizadas (por exemplo, indivíduos LGBTQ) vivenciam o estigma de várias maneiras únicas”, diz o Dr. Mahar. </p>



<figure class="wp-block-pullquote is-style-plain has-medium-font-size" style="font-style:italic;font-weight:600"><blockquote><p>“Encontramos um padrão semelhante para pessoas em relacionamentos consensualmente não monogâmicos”.</p><cite>E. Mahar</cite></blockquote></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Vale a pena notar que mais de um quinto dos americanos e canadenses relatam ter estado em um relacionamento CNM em algum momento de suas vidas. A Dr. Mahar enfatiza a importância de estarmos atentos a como podemos estar envolvidos em comportamentos que afetam negativamente o bem-estar das pessoas nos relacionamentos do CNM.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p><strong><em>“Obter uma melhor compreensão do estigma e como ele está ligado ao bem-estar permitirá desenvolver e implementar intervenções para mitigar efetivamente os efeitos nocivos do estresse minoritário para pessoas consensualmente não monogâmicas”.</em></strong><br></p></blockquote></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Fonte: https://scienceblog.com/535522/stigma-affects-well-being-of-people-in-consensually-non-monogamous-relationships/</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Mitos da Não Monogamia Consensual</title>
		<link>https://marinarotty.com/mitos-da-nao-monogamia-consensual/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marina Rotty]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Nov 2023 13:27:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[discriminação]]></category>
		<category><![CDATA[mito]]></category>
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					<description><![CDATA[Nas culturas ocidentais, mesmo quando o casamento entre pessoas do mesmo sexo se torna mais comum, a monogamia recebe status superior cultural e legal. Esse privilegiamento das relações acopladas tem sido denominado como monocentrismo, monogamia compulsória ou mononormatividade. Há uma série de estereótipos e mitos comuns aos quais a NMC está sujeita, os mais comuns são: 1) a não monogamia consensual é motivada principalmente por desejo de mais sexo e, portanto, deve levar a um risco elevado de ISTs; 2) a NMC é inerentemente opressora para as mulheres; 3) significa que os praticantes não amam seus parceiros; 4) é um comportamento defeituoso que não funciona bem em comparação com a monogamia; 5) resultará em ciúmes que serão destruidores de relacionamento; 6) não é natural. Esses estigmas carecem de uma base empírica e são baseados em estereótipos, mitos e desinformação. Em contraste, a monogamia é frequentemente vista através de &#8220;óculos cor-de-rosa&#8221;, romantizada, e é defendida a todo custo. Mesmo diante de evidências ao contrário. Apesar desses estereótipos e estigmas comuns compartilhados, tipos distintos de NMC são frequentemente julgados de forma diferente. Vários estudos compararam as atitudes da população em geral em relação aos profissionais de NMC. Esses estudos tendem a apresentar aos participantes vinhetas de pessoas em relações arquetípicas de NMC e pedir-lhes que façam julgamentos sobre suas características, como sua moralidade, inteligência e satisfação no relacionamento. Em comparação com todas as formas de NMC, a monogamia é esmagadoramente julgada como superior. No entanto, há um quadro mais misto ao comparar tipos de NMC. Algumas pesquisas sugerem que as formas de NMC que são predominantemente de natureza sexual (por exemplo, swing ou sexo grupal) recebem menos estigma do que o poliamor, enquanto outras pesquisas sugerem que o poliamor é menos estigmatizado. Assim, embora o elevado estigma em relação à NMC em comparação com a monogamia seja um achado consistente e robusto na literatura, o nível e o alvo do estigma provavelmente são influenciados por uma série de variáveis (por exemplo, endossos de dois pesos e duas medidas sexuais, idade, gênero, cultura, orientação sexual etc.). Não é novidade que o preconceito que as pessoas da NMC enfrentam é decretado como discriminação em diversos contextos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Nas culturas ocidentais, mesmo quando o casamento entre pessoas do mesmo sexo se torna mais comum, a monogamia recebe status superior cultural e legal. Esse privilegiamento das relações acopladas tem sido denominado como monocentrismo, monogamia compulsória ou mononormatividade. Há uma série de estereótipos e mitos comuns aos quais a NMC está sujeita, os mais comuns são:</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">1) a não monogamia consensual é motivada principalmente por desejo de mais sexo e, portanto, deve levar a um risco elevado de ISTs;</p>



<p class="wp-block-paragraph">2) a NMC é inerentemente opressora para as mulheres;</p>



<p class="wp-block-paragraph">3) significa que os praticantes não amam seus parceiros;</p>



<p class="wp-block-paragraph">4) é um comportamento defeituoso que não funciona bem em comparação com a monogamia;</p>



<p class="wp-block-paragraph">5) resultará em ciúmes que serão destruidores de relacionamento;</p>



<p class="wp-block-paragraph">6) não é natural. </p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses estigmas carecem de uma base empírica e são baseados em estereótipos, mitos e desinformação. Em contraste, a monogamia é frequentemente vista através de &#8220;óculos cor-de-rosa&#8221;, romantizada, e é defendida a todo custo. Mesmo diante de evidências ao contrário. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar desses estereótipos e estigmas comuns compartilhados, tipos distintos de NMC são frequentemente julgados de forma diferente. Vários estudos compararam as atitudes da população em geral em relação aos profissionais de NMC. Esses estudos tendem a apresentar aos participantes vinhetas de pessoas em relações arquetípicas de NMC e pedir-lhes que façam julgamentos sobre suas características, como sua moralidade, inteligência e satisfação no relacionamento. Em comparação com todas as formas de NMC, a monogamia é esmagadoramente julgada como superior. </p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h4 class="wp-block-heading">No entanto, há um quadro mais misto ao comparar tipos de NMC. </h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas pesquisas sugerem que as formas de NMC que são predominantemente de natureza sexual (por exemplo, swing ou sexo grupal) recebem menos estigma do que o poliamor, enquanto outras pesquisas sugerem que o poliamor é menos estigmatizado. Assim, embora o elevado estigma em relação à NMC em comparação com a monogamia seja um achado consistente e robusto na literatura, o nível e o alvo do estigma provavelmente são influenciados por uma série de variáveis (por exemplo, endossos de dois pesos e duas medidas sexuais, idade, gênero, cultura, orientação sexual etc.). Não é novidade que o preconceito que as pessoas da NMC enfrentam é decretado como discriminação em diversos contextos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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