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	<title>ciume &#8211; Marina Rotty</title>
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	<description>especialista em liberdade afetiva</description>
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	<title>ciume &#8211; Marina Rotty</title>
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		<title>Diferença Entre Monogamia e NMC</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marina Rotty]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Sep 2023 23:14:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[ciume]]></category>
		<category><![CDATA[monogamia]]></category>
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					<description><![CDATA[Em uma pesquisa recente sobre não monogamia consensual, Ryan Scoats and Christine Campbell fizeram uma revisão do que existe hoje em pesquisa e literatura sobre o tema, na tentativa de responder a pergunta &#8220;o que sabemos sobre não monogamis consensual&#8221;. O resultado é interessante e traz diversos aspectos que valem a pena serem trazidos para reflexão. Aqui começarei com a pequena diferença nos níveis de felicidade encontrados entre monogâmicos e NMC. Estudos que examinaram características como amor, compromisso, ciúme, satisfação e qualidade no relacionamento, encontraram pouca ou nenhuma diferença entre pessoas monogâmicas e não monogâmicas consensuais. Interessante perceber que, apesar de não haver diferença, o estigma negativo que paira sobre a NMC é a maior concordância entre os estudos. Isso sugere que o preconceito e discriminação sofridos pelos adeptos da NMC está ligado a duas causas principais: Como adepta da não monogamia consensual há mais de 15 anos, vivencio este estigma diariamente. Também acompanho indivíduos que experimentam a negatividade que o estigma da NMC traz, vindo não apenas de pessoas monogâmicas mas de outras vertentes da não monogamia que não consideram a NMC uma não monogamia de fato. Observo na prática o que os estudos encontraram: pouca ou nenhuma diferença na mecânica relacional monogâmica e não monogâmica consensual; pelo menos não o suficiente para haver tanto estigma em torno dos adeptos da NMC. Também sei que, principalmente entre swingers e casais liberais, existe um forte fator exibicionista. E isto pode ser um dos maiores motivos para a permanência do estigma negativo, devido a sua proximidade com a pornografia e predominante busca pelo prazer sexual. Uma das formas de combater esse estigma é gerar base empírica sobre NMC, porém, poucos adeptos da não monogamia consensual expõe seus status de relacionamento. A grande maioria segue uma das duas linhas: mantém sigilo total ou tem medo do que pode acontecer se alguém souber, por isso, escolhem não se manifestar. Enquanto isso, a monogamia segue estabelecendo uma base empírica bem consistente, principalmente no quesito infidelidade. Mas apesar do que os estudos sugerem (de não haver diferença entre monogâmicos e NMC), há pelo menos uma diferença central entre os dois formatos e ela está na forma como o ciúme é encarado. Na NMC, o ciúme não é necessariamente uma ameaça aos relacionamentos, como acontece na monogamia. Em vez disso, é encarado como algo possível de gerenciar ou mesmo experimentar positivamente, como sentir prazer com o pensamento de seu parceiro se divertindo com outro. Marina Rotty Sobre &#8220;What Do We Know About Consensual Non-Monogamy&#8221;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Em uma pesquisa recente sobre não monogamia consensual, Ryan Scoats and Christine Campbell fizeram uma revisão do que existe hoje em pesquisa e literatura sobre o tema, na tentativa de responder a pergunta &#8220;o que sabemos sobre não monogamis consensual&#8221;. O resultado é interessante e traz diversos aspectos que valem a pena serem trazidos para reflexão. Aqui começarei com a pequena diferença nos níveis de felicidade encontrados entre monogâmicos e NMC.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos que examinaram características como amor, compromisso, ciúme, satisfação e qualidade no relacionamento, encontraram pouca ou nenhuma diferença entre pessoas monogâmicas e não monogâmicas consensuais. Interessante perceber que, apesar de não haver diferença, o estigma negativo que paira sobre a NMC é a maior concordância entre os estudos. Isso sugere que o preconceito e discriminação sofridos pelos adeptos da NMC está ligado a duas causas principais:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Falta de conhecimento sobre não monogamia consensual.</li>



<li>Falta de base empírica que comprove que a NMC é semelhante à monogamia.</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Como adepta da não monogamia consensual há mais de 15 anos, vivencio este estigma diariamente. Também acompanho indivíduos que experimentam a negatividade que o estigma da NMC traz, vindo não apenas de pessoas monogâmicas mas de outras vertentes da não monogamia que não consideram a NMC uma não monogamia de fato. Observo na prática o que os estudos encontraram: pouca ou nenhuma diferença na mecânica relacional monogâmica e não monogâmica consensual; pelo menos não o suficiente para haver tanto estigma em torno dos adeptos da  NMC.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Também sei que, principalmente entre swingers e casais liberais, existe um forte fator exibicionista. E isto pode ser um dos maiores motivos para a permanência do estigma negativo, devido a sua proximidade com a pornografia e predominante busca pelo prazer sexual.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das formas de combater esse estigma é gerar base empírica sobre NMC, porém, poucos adeptos da não monogamia consensual expõe seus status de relacionamento. A grande maioria segue uma das duas linhas: mantém sigilo total ou tem medo do que pode acontecer se alguém souber, por isso, escolhem não se manifestar. Enquanto isso, a monogamia segue estabelecendo uma base empírica bem consistente, principalmente no quesito infidelidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" src="https://marinarotty.com/wp-content/uploads/2023/09/preconceito-1024x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-613" style="width:484px;height:484px" width="484" height="484" srcset="https://marinarotty.com/wp-content/uploads/2023/09/preconceito-1024x1024.jpeg 1024w, https://marinarotty.com/wp-content/uploads/2023/09/preconceito-300x300.jpeg 300w, https://marinarotty.com/wp-content/uploads/2023/09/preconceito-150x150.jpeg 150w, https://marinarotty.com/wp-content/uploads/2023/09/preconceito-768x768.jpeg 768w, https://marinarotty.com/wp-content/uploads/2023/09/preconceito-75x75.jpeg 75w, https://marinarotty.com/wp-content/uploads/2023/09/preconceito-600x600.jpeg 600w, https://marinarotty.com/wp-content/uploads/2023/09/preconceito.jpeg 1080w" /><figcaption class="wp-element-caption">Ciclo do preconceito NMC</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas apesar do que os estudos sugerem (de não haver diferença entre monogâmicos e NMC), há pelo menos uma diferença central entre os dois formatos e ela está na forma como o ciúme é encarado. Na NMC, o ciúme não é necessariamente uma ameaça aos relacionamentos, como acontece na monogamia. Em vez disso, é encarado como algo possível de gerenciar ou mesmo experimentar positivamente, como sentir prazer com o pensamento de seu parceiro se divertindo com outro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Marina Rotty</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre &#8220;What Do We Know About Consensual Non-Monogamy&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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