Orgulho LGBTQIAP+: Porque Essa Data Deve Ser Comemorada

No dia 28 de junho, o mundo celebra o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAP+, uma data que vai muito além das bandeiras coloridas e dos atos de visibilidade. Ela carrega a potência da resistência, da coragem e, sobretudo, do direito de existir, amar e se relacionar de forma autêntica.

Mas afinal, o que significa ser queer? Na prática, é um convite a questionar os padrões, as caixinhas, as normas impostas sobre como deveríamos viver, amar e nos relacionar. É dizer não às prisões que limitam nossa expressão afetiva, sexual, de gênero e de identidade. E se tem algo que conversa profundamente com esse movimento, é a liberdade afetiva — que começa no direito de ser quem se é e se expande no direito de amar como se quer.

Orgulho é Existir nas Suas Próprias Regras

Quando falamos de liberdade afetiva, falamos da permissão interna para construir relações que façam sentido — seja no amor romântico, na amizade, na sexualidade, na parceria ou na desconstrução de modelos tradicionais.
É sobre entender que o amor não tem que caber em um molde. Que conexão não tem fórmula pronta. Que vínculos se constroem no desejo, no consentimento e no respeito mútuo — e não nas regras impostas por uma sociedade que insiste em hierarquizar afetos e corpos.

A data nos lembra que amor e desejo são campos de invenção, não de obrigação. E que se é possível amar sem amarras, é possível também construir relações onde a liberdade é usada para fortalecer, e não para ameaçar.

A Liberdade de Ser, Sentir e Amar

Nesse Dia do Orgulho LGBTQIAP+, o convite que te faço é simples e profundo:
🔸 Questione o que te ensinaram sobre amor.
🔸 Olhe para seus vínculos e pergunte: isso me nutre ou me aprisiona?
🔸 Permita-se construir conexões que combinem com sua verdade, não com as expectativas dos outros.

Liberdade afetiva não é sobre abrir ou fechar relações. É sobre abrir possibilidades, abrir espaço para que você e quem você ama possam se expressar, se desejar e se cuidar sem culpa, sem medo e sem moldes.

Se ser queer é transgredir as normas de gênero, sexualidade e identidade, a liberdade afetiva transgride as normas dos afetos. E é nessa intersecção que mora a potência de quem escolhe viver o amor do seu jeito.

Marina Rotty

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