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	<title>Relacionamento &#8211; Marina Rotty</title>
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	<description>especialista em liberdade afetiva</description>
	<lastBuildDate>Mon, 26 Jan 2026 01:42:23 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Relacionamento &#8211; Marina Rotty</title>
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	<item>
		<title>Orientação Relacional &#8211; Por Que Amar Não Deveria Doer</title>
		<link>https://marinarotty.com/orientacao-relacional-por-que-amar-nao-deveria-doer/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marina Rotty]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Jan 2026 09:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[desejo]]></category>
		<category><![CDATA[dificuldade de amar]]></category>
		<category><![CDATA[modelos de relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[monogamia]]></category>
		<category><![CDATA[não monogamia]]></category>
		<category><![CDATA[segurança emocional]]></category>
		<category><![CDATA[sofrimento amoroso]]></category>
		<category><![CDATA[vinculo emocional]]></category>
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					<description><![CDATA[Grande parte do sofrimento amoroso contemporâneo não nasce da falta de amor, de maturidade emocional ou de empenho. Ele surge, muitas vezes, do choque entre como a pessoa ama e o modelo de relação que ela tenta sustentar. Entender essa diferença é o ponto de partida da Abordagem de Orientação Relacional. “Por que amar parece [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p data-block-type="core">Grande parte do sofrimento amoroso contemporâneo não nasce da falta de amor, de maturidade emocional ou de empenho. Ele surge, muitas vezes, do choque entre <em>como a pessoa ama</em> e <em>o modelo de relação que ela tenta sustentar</em>. Entender essa diferença é o ponto de partida da Abordagem de Orientação Relacional.</p>



<p data-block-type="core"></p>



<h2 class="wp-block-heading" data-block-type="core">“Por que amar parece tão difícil para algumas pessoas?”</h2>



<p data-block-type="core">Cheguei nessa frase depois de muitos anos escutando histórias de sofrimento amoroso. Histórias diferentes. Pessoas diferentes.<br>Mas um desconforto que se repetia. Gente tentando se adaptar a relações que exigiam posturas diferentes do que podiam oferecer. Tentando sentir de um jeito que achavam certo sentir e desejar como achavam que deveriam desejar. </p>



<p data-block-type="core">Algumas estavam em relações monogâmicas e se sentiam pequenas demais. Outras, em relações abertas, se sentiam expostas demais. E quase todas carregavam a mesma sensação silenciosa: <strong>“o problema sou eu.”</strong></p>



<p data-block-type="core">Mas quando a pergunta muda, o caminho também muda. Em algum momento, a pergunta deixou de ser: <strong>“Por que essa pessoa sofre tanto para amar?”</strong></p>



<p data-block-type="core">E passou a ser outra, muito mais honesta e potente: <strong>Como é o jeito de amar dessa pessoa?</strong></p>



<p data-block-type="core">Essa virada muda tudo porque ela desloca o foco da culpa para a coerência. <strong>E se não for um &#8220;erro&#8221; pessoal mas um &#8220;erro&#8221; de estrutura relacional?</strong> </p>



<p data-block-type="core"></p>



<h2 class="wp-block-heading" data-block-type="core">O que é orientação relacional?</h2>



<p data-block-type="core">Toda pessoa possui uma <strong>orientação relacional</strong>:<br>um modo predominante de organizar amor, vínculo, desejo, exclusividade e segurança emocional.</p>



<p data-block-type="core">Ela não é um rótulo fixo, nem uma prisão.<br>Mas é uma tendência profunda — emocional, simbólica e relacional — que influencia:</p>



<ul class="wp-block-list" data-block-type="core">
<li data-block-type="core">como você se vincula</li>



<li data-block-type="core">como lida com exclusividade ou abertura</li>



<li data-block-type="core">como sente segurança</li>



<li data-block-type="core">como ama, deseja e se compromete</li>
</ul>



<p data-block-type="core">O sofrimento aparece quando esse modo entra em conflito com os pactos, acordos e modelos que a pessoa tenta sustentar — para se sentir aceita, validada ou “normal”.</p>



<p data-block-type="core">O foco do problema não é a relação, mas a incompatibilidade na identidade relacional que permanece (ainda) invisível.</p>



<p data-block-type="core">Não é sobre o modelo tradicional parecer aprisionador ou os não exclusivos parecerem muito intensos. O problema surge quando alguém tenta viver <strong>um modelo que não conversa com sua orientação interna</strong>.</p>



<p data-block-type="core">É aí que amar vira esforço.<br>É aí que o vínculo vira tensão.<br>É aí que o desejo vira culpa.</p>



<p data-block-type="core"></p>



<h2 class="wp-block-heading" data-block-type="core">A Abordagem de Orientação Relacional</h2>



<p data-block-type="core">A teoria, a linguagem e o nome vieram depois da escuta.</p>



<p data-block-type="core">Hoje, chamo esse trabalho de <strong>Abordagem de Orientação Relacional</strong>.</p>



<p data-block-type="core">Ela não ensina ninguém a amar diferente.<br>Ela não empurra ninguém para modelos específicos.<br>Ela não romantiza sofrimento em nome de liberdade nem de estabilidade.</p>



<p data-block-type="core">Ela ajuda a pessoa a entender <strong>como ama</strong> —<br>e, a partir disso, fazer escolhas mais coerentes, éticas e sustentáveis.</p>



<p data-block-type="core">Sem se violentar para caber.<br>Sem se moldar para não perder.<br>Sem se trair para ser amada.</p>



<p data-block-type="core"></p>



<h2 class="wp-block-heading" data-block-type="core">Amar não deveria ser um teste de resistência</h2>



<p data-block-type="core">Se você sente que amar tem sido mais esforço do que encontro, mais adaptação do que verdade, mais culpa do que expansão…</p>



<p data-block-type="core">É provável que não seja falta de maturidade emocional ou compromisso; nem mesmo &#8220;dificuldade de amar&#8221;. </p>



<p data-block-type="core">O mais provável, segundo a abordagem de orientação relacional, é que você esteja tentando amar de um jeito que não é o seu.</p>



<p data-block-type="core"></p>



<h3 class="wp-block-heading" data-block-type="core">Mini-FAQ (SEO)</h3>



<p data-block-type="core"><strong>Orientação relacional é a mesma coisa que estilo de apego?</strong><br>Não. Embora possam dialogar, orientação relacional envolve não apenas vínculo, mas também desejo, exclusividade, segurança emocional e organização simbólica da relação.</p>



<p data-block-type="core"><strong>É possível mudar a orientação relacional?</strong><br>Mais do que mudar, o processo envolve compreender, integrar e fazer escolhas coerentes. Forçar mudanças costuma gerar sofrimento.</p>



<p data-block-type="core"><strong>Essa abordagem indica monogamia ou não-monogamia?</strong><br>Nenhuma. Ela parte da estrutura da pessoa — não do modelo de relacionamento.</p>



<p data-block-type="core"><strong>Para quem este trabalho é indicado</strong></p>



<ul class="wp-block-list" data-block-type="core">
<li data-block-type="core">pessoas que sofrem repetidamente em relações amorosas;</li>



<li data-block-type="core">casais em conflito estrutural, mesmo com diálogo e afeto;</li>



<li data-block-type="core">pessoas que se sentem inadequadas em modelos tradicionais;</li>



<li data-block-type="core">quem deseja clareza antes de escolher ou renegociar um tipo de relação.</li>
</ul>



<p data-block-type="core"></p>



<p data-block-type="core"></p>



<p data-block-type="core"><strong>Marina Rotty</strong><br><em>Abordagem de Orientação Relacional</em></p>



<p data-block-type="core"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Quando a Igreja precisa se pronunciar: o que o novo decreto do Vaticano revela sobre a ascensão da Não Monogamia Consensual</title>
		<link>https://marinarotty.com/papa-confirma-ascensao-da-nao-monogamia-consensual/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marina Rotty]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Nov 2025 20:49:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
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					<description><![CDATA[Em novembro de 2025, o Vaticano publicou um decreto doutrinário intitulado Una caro – In Praise of Monogamy (“Uma só carne — Elogio à Monogamia”). Assinado e aprovado por Papa Leão XIV, o documento reafirma oficialmente que, para a Igreja Católica, o casamento “verdadeiro” é necessariamente monogâmico, exclusivo e indissolúvel. Mais do que reafirmar uma [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p data-block-type="core">Em novembro de 2025, o Vaticano publicou um decreto doutrinário intitulado <strong><em>Una caro – In Praise of Monogamy</em></strong> (“Uma só carne — Elogio à Monogamia”). Assinado e aprovado por Papa Leão XIV, o documento reafirma oficialmente que, para a Igreja Católica, o casamento “verdadeiro” é necessariamente monogâmico, exclusivo e indissolúvel.</p>



<p data-block-type="core">Mais do que reafirmar uma tradição histórica, o decreto chamou atenção por outro motivo:<br><strong>É a primeira vez na história que um Papa precisa se pronunciar explicitamente sobre poliamor e relações não monogâmicas modernas.</strong></p>



<p data-block-type="core">E esse movimento diz muito sobre o mundo em que vivemos.</p>



<p data-block-type="core"></p>



<h2 class="wp-block-heading" data-block-type="core"><strong>O que o decreto afirma</strong></h2>



<p data-block-type="core">O documento condena a poligamia tradicional e também as práticas contemporâneas de poliamor e relações múltiplas consensuais. Entre os trechos principais divulgados pela imprensa internacional:</p>



<ul class="wp-block-list" data-block-type="core">
<li data-block-type="core">“Só duas pessoas podem se entregar plena e completamente uma à outra.”</li>



<li data-block-type="core">“Quando a exclusividade é rompida, a doação torna-se parcial, e não respeita a dignidade do outro.”</li>



<li data-block-type="core">“O matrimônio exige um pertencimento mútuo que não pode ser estendido a múltiplos parceiros.”</li>
</ul>



<p data-block-type="core">Além disso, o texto apresenta a monogamia como ideal espiritual, moral e humano — descrevendo-a como caminho para um amor que “se abre ao eterno”.</p>



<p data-block-type="core"></p>



<h2 class="wp-block-heading" data-block-type="core"><strong>Por que isso está acontecendo agora?</strong></h2>



<p data-block-type="core">A pergunta mais interessante não é <em>o que</em> o Papa disse, mas <strong>por que</strong> a Igreja decidiu falar sobre isso em 2025. E a resposta é direta:</p>



<p data-block-type="core">→ <strong>Porque a Não Monogamia Consensual deixou de ser um tema “de nicho”.</strong></p>



<p data-block-type="core">→ <strong>Porque já existe visibilidade suficiente para gerar debates públicos, jurídicos, acadêmicos e pastorais.</strong></p>



<p data-block-type="core">→ <strong>Porque práticas relacionais não monogâmicas já atravessam fiéis, casais, famílias e comunidades religiosas.</strong></p>



<p data-block-type="core">A Igreja só se pronuncia oficialmente sobre algo quando esse algo se torna <strong>uma realidade social incontornável</strong>. Historicamente, o Vaticano não cria doutrinas preventivas. Ele reage a transformações sociais que já estão instaladas — mesmo quando discorda delas. E esse decreto é exatamente isso: uma reação institucional a uma mudança cultural que já aconteceu.</p>



<p data-block-type="core"></p>



<h2 class="wp-block-heading" data-block-type="core"><strong>O que isso revela sobre a realidade atual dos relacionamentos</strong></h2>



<p data-block-type="core">Nos últimos anos, pesquisas acadêmicas, mídias internacionais, serviços terapêuticos e até políticas públicas começaram a reconhecer o crescimento da NMC. Não estamos falando apenas de poligamia tradicional — mas de:</p>



<ul class="wp-block-list" data-block-type="core">
<li data-block-type="core">poliamor,</li>



<li data-block-type="core">relacionamentos abertos,</li>



<li data-block-type="core">solo-poly,</li>



<li data-block-type="core">anarquia relacional,</li>



<li data-block-type="core">casais flexíveis,</li>



<li data-block-type="core">vínculos múltiplos consensuais.</li>
</ul>



<p data-block-type="core">O número de pessoas vivendo ou explorando arranjos fora da monogamia tradicional aumentou o suficiente para alcançar:</p>



<ul class="wp-block-list" data-block-type="core">
<li data-block-type="core">o debate jurídico em alguns países,</li>



<li data-block-type="core">a saúde mental e profissionalização do atendimento,</li>



<li data-block-type="core">a pauta política,</li>



<li data-block-type="core">e agora… <strong>a doutrina do Vaticano</strong>.</li>
</ul>



<p data-block-type="core">Quando um Papa precisa escrever um decreto sobre um tema, é porque aquele tema já se tornou <strong>socialmente relevante e impossível de ignorar</strong>.</p>



<p data-block-type="core"></p>



<h2 class="wp-block-heading" data-block-type="core"><strong>O paradoxo: ao tentar reafirmar a monogamia, o decreto confirma a presença da NMC</strong></h2>



<p data-block-type="core">O documento tenta se posicionar como defesa da monogamia, mas ao fazer isso, ele produz um efeito colateral muito claro:</p>



<p data-block-type="core"><strong>Reconhece que a Não Monogamia Consensual já está presente dentro e fora da Igreja.</strong></p>



<p data-block-type="core">E mais:</p>



<ul class="wp-block-list" data-block-type="core">
<li data-block-type="core">reconhece que casais católicos já vivem, exploram ou questionam a monogamia;</li>



<li data-block-type="core">reconhece que o poliamor e demais formas de NMC não são mais invisíveis nem marginais;</li>



<li data-block-type="core">reconhece que existe debate suficiente para gerar “confusão pastoral”;</li>



<li data-block-type="core">reconhece que a diversidade relacional faz parte do mundo contemporâneo.</li>
</ul>



<p data-block-type="core">É justamente por haver fiéis vivendo essas experiências que a Igreja precisou dizer algo. Se fosse algo irrelevante, silencioso ou restrito a grupos isolados, não haveria decreto.</p>



<p data-block-type="core"></p>



<h2 class="wp-block-heading" data-block-type="core"><strong>O que profissionais da saúde mental precisam notar</strong></h2>



<p data-block-type="core">Para nós — profissionais que trabalham diretamente com relacionamentos, sexualidade e diversidade relacional — esse momento é histórico por três motivos:</p>



<p data-block-type="core">1) <strong>A NMC ganhou reconhecimento social</strong>, mesmo via crítica. O que antes era visto como exceção, hoje é uma categoria que demanda posicionamento institucional.</p>



<p data-block-type="core">2) <strong>O estigma permanece, mas agora é nomeado.</strong> E quando um fenômeno é nomeado, ele também se torna discutível, pesquisável e compreensível.</p>



<p data-block-type="core">3) <strong>A necessidade de acolhimento psicológico cresce.</strong> Com mais visibilidade, mais pessoas buscam entender suas escolhas, seus vínculos e suas possibilidades relacionais — sem culpa, sem medo e sem patologização.</p>



<p data-block-type="core"></p>



<h2 class="wp-block-heading" data-block-type="core"><strong>O decreto não encerra o debate — ele comprova sua existência</strong></h2>



<p data-block-type="core">Ao reafirmar a monogamia como ideal religioso, o Papa não encerra a discussão sobre poliamor. Na verdade, ele <strong>confirma que estamos vivendo uma transformação global</strong> na forma como as pessoas constroem relacionamentos.</p>



<p data-block-type="core">O decreto é a prova de que a diversidade relacional deixou de ser um movimento silencioso e tornou-se parte do diálogo público — inclusive dentro da maior instituição religiosa do planeta.</p>



<p data-block-type="core">E isso, por si só, já diz muito sobre o mundo que estamos construindo.</p>



<p data-block-type="core"></p>



<p data-block-type="core">Marina Rotty</p>



<p data-block-type="core"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como Conversar Com o Parceiro Sobre Swing Sem Gerar Conflito</title>
		<link>https://marinarotty.com/como-conversar-com-o-parceiro-sobre-swing-sem-gerar-conflito/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marina Rotty]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Oct 2025 05:05:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[conversar sobre swing]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamento aberto]]></category>
		<category><![CDATA[swing sem conflito]]></category>
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					<description><![CDATA[Se você pensa em conversar com o parceiro sobre swing mas não quer começar uma guerra em casa, você está no lugar certo! Falar sobre swing ainda é tabu para muita gente, mesmo para quem já vive relações abertas e conscientes. O medo da reação do outro, da rejeição ou do julgamento é o que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p data-block-type="core"></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow" data-block-type="core">
<p data-block-type="core">Se você pensa em conversar com o parceiro sobre swing mas não quer começar uma guerra em casa, você está no lugar certo! Falar sobre swing ainda é tabu para muita gente, mesmo para quem já vive relações abertas e conscientes. O medo da reação do outro, da rejeição ou do julgamento é o que mais bloqueia a comunicação entre casais que desejam explorar novas formas de viver o desejo. Mas como você já sabe, o diálogo é o primeiro passo para chegar lá.</p>



<p data-block-type="core">Outro dia alguém me perguntou &#8220;como eu falo para o meu parceiro que quero abrir a relação?&#8221; E eu respondi &#8220;com a boca&#8221;. O tom era de brincadeira mas é a mais pura verdade. Você pode enviar mensagem de texto, áudio pelo whatsapp, compartilhar artigos, podcasts, memes&#8230; mas enquanto você não estiver disposto a dialogar frente a frente com seu amado, você não está pronto para nenhuma forma de <a href="https://marinarotty.com/nao-monogamia-consensual/" target="_blank" data-type="post" data-id="763" rel="noreferrer noopener">não monogamia consensual</a>.</p>



<p data-block-type="core"></p>



<h2 class="wp-block-heading" data-block-type="core">O poder do diálogo no relacionamento</h2>



<p data-block-type="core">Por que conversar é mais importante do que você imagina</p>



<p data-block-type="core">Quando um relacionamento começa a esfriar, a primeira reação de muitos casais é procurar soluções externas — viagens, presentes, novas experiências. Mas, na maioria das vezes, o que realmente falta é algo simples e essencial: <strong>diálogo</strong>.</p>



<p data-block-type="core">A comunicação é o alicerce de qualquer relação saudável. É por meio dela que expressamos necessidades, compartilhamos vulnerabilidades e construímos confiança. No entanto, com o passar do tempo, o diálogo entre casais tende a se tornar superficial — limitado a tarefas, filhos ou trabalho. É aí que começam os ruídos, os mal-entendidos e, em silêncio, a desconexão emocional.</p>



<p data-block-type="core">Mas o diálogo é o primeiro passo para reconstruir a conexão. E existem formas práticas de resgatar essa troca genuína no dia a dia.</p>



<p data-block-type="core"></p>



<h2 class="wp-block-heading" data-block-type="core">Passos para iniciar um diálogo responsável</h2>



<p data-block-type="core"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f449.png" alt="👉" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> <strong>Comece com curiosidade, não com cobrança.</strong><br>Em vez de “quero tentar swing”, experimente: “<strong>tenho curiosidade sobre esse tema, o que você sente quando ouve essa palavra?”.</strong></p>



<p data-block-type="core">Ouvir não é o mesmo que ficar em silêncio enquanto o outro fala. A escuta ativa é uma habilidade que precisa ser praticada. Significa ouvir com empatia, sem preparar uma resposta enquanto o outro ainda fala.</p>



<p data-block-type="core">Quando escutamos de verdade, validamos a experiência do outro. Em vez de “você está exagerando”, podemos dizer <strong>“eu entendo que isso te deixou frustrado”.</strong> Essa simples mudança de postura transforma o ambiente emocional da conversa.</p>



<p data-block-type="core">Na terapia de casal, esse é um dos primeiros exercícios: aprender a ouvir sem se defender. O foco não é ter razão, mas compreender o que o outro sente. É impressionante como um simples “eu te entendo” pode dissolver dias de tensão.</p>



<p data-block-type="core">Se você quer melhorar o diálogo no relacionamento, comece praticando a escuta ativa. Faça perguntas, demonstre interesse, evite interromper. Isso cria espaço para o outro se abrir e, aos poucos, a confiança retorna.</p>



<p data-block-type="core"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f449.png" alt="👉" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> <strong>Evite usar o passado como comparação.</strong><br>O que você deseja hoje não invalida o que já viveram — é apenas um novo capítulo.</p>



<p data-block-type="core">A maior armadilha das conversas de casal é transformar uma tentativa de aproximação em uma troca de acusações. Frases como “você nunca me ouve” ou “você não liga pra mim” geram resistência e defensividade.</p>



<p data-block-type="core">Em vez disso, troque o “você” pelo “eu”. Diga: “<strong>eu me sinto sozinha quando você não me pergunta como foi meu dia</strong>” ou “<strong>eu fico inseguro quando você se fecha</strong>”. Essa mudança sutil é poderosa, porque o foco sai da culpa e vai para a vulnerabilidade.</p>



<p data-block-type="core">Quando falamos de sentimentos, abrimos espaço para a empatia — e não para o embate. É assim que as conversas deixam de ser guerras silenciosas e se tornam pontes de reconexão.</p>



<p data-block-type="core">O diálogo saudável não é sobre quem está certo, mas sobre como os dois podem se sentir melhor juntos. Essa é a base de qualquer reconstrução emocional.</p>



<p data-block-type="core"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f449.png" alt="👉" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> <strong>E lembre-se: o objetivo não é convencer, é</strong> <strong>conhecer-se e se conectar.</strong></p>



<p data-block-type="core">Muitos casais só decidem conversar quando o relacionamento já está à beira do colapso. Mas o diálogo precisa ser um hábito constante, e não uma medida emergencial.</p>



<p data-block-type="core">Reserve um momento na semana para conversar sem distrações — sem celular, sem TV, sem interrupções. Pode ser um café no domingo de manhã ou uma taça de vinho à noite. O importante é manter o espaço seguro e constante.</p>



<p data-block-type="core">Esse tempo de conversa não precisa ser sobre problemas. Pode ser um momento para trocar sonhos, falar sobre o futuro, relembrar o que fez vocês se apaixonarem. Pequenos rituais assim fortalecem o vínculo e reduzem as chances de afastamento.</p>



<p data-block-type="core">Casais que cultivam o hábito do diálogo têm menos conflitos acumulados e maior satisfação emocional. E se o diálogo ainda parecer difícil, a terapia de casal pode ajudar a reconstruir essa ponte com segurança e orientação profissional.</p>



<p data-block-type="core">Se esse tema desperta curiosidade, medo ou conflito, talvez seja o momento de olhar para ele com apoio profissional. <strong>Agende uma sessão comigo</strong> e vamos conversar sobre como construir vínculos conscientes, sem perder o prazer e o respeito.</p>
</blockquote>



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<h2 class="wp-block-heading has-poppins-font-family has-big-font-size" data-block-type="core"><strong>Marina Rotty</strong></h2>



<p class="has-poppins-font-family has-regular-font-size" data-block-type="core">Consulta presencial</p>



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<p data-block-type="core"></p>



<p class="has-poppins-font-family has-regular-font-size" data-block-type="core">Consulta online</p>



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<figure class="wp-block-image size-full" data-block-type="core"><picture class="wp-picture-1302" style="display: contents;"><source type="image/webp" srcset="https://marinarotty.com/wp-content/uploads/2025/06/marina-roty-foto-3-png.webp 1080w, https://marinarotty.com/wp-content/uploads/2025/06/marina-roty-foto-3-240x300-png.webp 240w, https://marinarotty.com/wp-content/uploads/2025/06/marina-roty-foto-3-819x1024-png.webp 819w, https://marinarotty.com/wp-content/uploads/2025/06/marina-roty-foto-3-768x960-png.webp 768w" sizes="(max-width: 499px) 100vw, 499px"><img data-dominant-color="c0a28d" data-has-transparency="true" style="--dominant-color: #c0a28d;" fetchpriority="high" decoding="async" width="1080" height="1350" sizes="(max-width: 499px) 100vw, 499px" src="https://marinarotty.com/wp-content/uploads/2025/06/marina-roty-foto-3.png" alt="sexóloga de casais, terapeuta sexual, especialista em relacionamentos liberais e não monogamia." class="wp-image-1302 has-transparency" title="apresentadora do Ponto A podcast, Marina Rotty atende como terapeuta, sexóloga e mentora em não monogamia " srcset="https://marinarotty.com/wp-content/uploads/2025/06/marina-roty-foto-3.png 1080w, https://marinarotty.com/wp-content/uploads/2025/06/marina-roty-foto-3-240x300.png 240w, https://marinarotty.com/wp-content/uploads/2025/06/marina-roty-foto-3-819x1024.png 819w, https://marinarotty.com/wp-content/uploads/2025/06/marina-roty-foto-3-768x960.png 768w" /></picture></figure>
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		<title>Swing não é bagunça: 7 argumentos para profissionais de saúde desconstruírem o preconceito</title>
		<link>https://marinarotty.com/swing-e-preconceito-nao-monogamia-profissionais-de-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marina Rotty]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Aug 2025 13:46:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[dia do swing]]></category>
		<category><![CDATA[não monogamia]]></category>
		<category><![CDATA[preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[psicologos]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[tabu]]></category>
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					<description><![CDATA[Apesar dos avanços nas discussões sobre diversidade relacional e sexual, o swing — prática não monogâmica consensual e amplamente presente na cultura brasileira — ainda é alvo de estigmas, inclusive dentro de contextos profissionais. No imaginário coletivo, é comum que o swing seja associado à promiscuidade, desvio moral ou instabilidade relacional. E isso precisa ser [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p data-block-type="core">Apesar dos avanços nas discussões sobre diversidade relacional e sexual, o swing — prática não monogâmica consensual e amplamente presente na cultura brasileira — ainda é alvo de estigmas, inclusive dentro de contextos profissionais. No imaginário coletivo, é comum que o swing seja associado à promiscuidade, desvio moral ou instabilidade relacional. E isso precisa ser revisto com urgência, principalmente por quem trabalha com saúde mental, sexualidade e relações humanas.</p>



<p data-block-type="core">Neste segundo sábado de agosto, quando se comemora o <strong>Dia do Swing</strong>, é oportuno refletir sobre o papel dos profissionais na manutenção ou na desconstrução desses estereótipos. Afinal, não é função da psicologia, da medicina ou da sexologia normatizar desejos, mas sim compreender as escolhas com base no contexto, no consentimento e no impacto real na vida dos indivíduos e dos vínculos que estabelecem.</p>



<p data-block-type="core">A seguir, trago sete argumentos fundamentais que podem ajudar profissionais de saúde a revisar seus próprios preconceitos — conscientes ou não — sobre o tema.</p>



<p data-block-type="core"></p>



<h3 class="wp-block-heading" data-block-type="core">1. O swing é uma prática consensual entre adultos</h3>



<p data-block-type="core">Trata-se de uma experiência pautada em <strong>acordos claros, respeito mútuo e consentimento explícito</strong>. Quando compreendido nesse contexto, o swing não configura risco psicológico ou sexual em si — mas uma alternativa relacional legítima e organizada. Ignorar esse dado é negligenciar um dos princípios fundamentais da prática clínica: a autonomia.</p>



<p data-block-type="core"></p>



<h3 class="wp-block-heading" data-block-type="core">2. Desafia o modelo normativo de posse nos vínculos afetivos</h3>



<p data-block-type="core">A monogamia, ainda que culturalmente dominante, não é sinônimo de amor ou compromisso. O swing propõe <strong>uma experiência relacional que separa exclusividade de fidelidade</strong>, revelando que o desejo pode coexistir com o afeto, sem que isso configure ameaça à qualidade da relação.</p>



<p data-block-type="core"></p>



<h3 class="wp-block-heading" data-block-type="core">3. Envolve alto grau de comunicação e autorregulação emocional</h3>



<p data-block-type="core">Casais que vivem a experiência do swing frequentemente relatam <strong>melhora na comunicação, aprofundamento da intimidade e aumento da confiança</strong>. Não é incomum que, ao entrar nesse universo, os envolvidos revisem inseguranças, expressem fantasias e fortaleçam o vínculo conjugal.</p>



<p data-block-type="core"></p>



<h3 class="wp-block-heading" data-block-type="core">4. Exige um enfrentamento consciente de valores e crenças</h3>



<p data-block-type="core">A adesão ao estilo de vida liberal requer <strong>reflexão ativa sobre padrões morais internalizados</strong>, autoconsciência e disposição para romper com convenções sociais. Em muitos casos, trata-se de um processo terapêutico em si, de individuação e empoderamento pessoal.</p>



<p data-block-type="core"></p>



<h3 class="wp-block-heading" data-block-type="core">5. Expõe a hipocrisia da normatividade sexual</h3>



<p data-block-type="core">A sociedade consome pornografia em larga escala, naturaliza infidelidades, mas ainda <strong>julga práticas consensuais e abertas como “desvio”</strong>. <strong>Profissionais de saúde não devem reforçar essa lógica,</strong> mas sim atuar como pontes para a escuta sem julgamento e a validação de formas diversas de experienciar o desejo.</p>



<p data-block-type="core"></p>



<h3 class="wp-block-heading" data-block-type="core">6. Não representa ausência de amor, responsabilidade ou ética</h3>



<p data-block-type="core">É preciso desfazer a ideia de que múltiplas experiências sexuais implicam superficialidade ou falta de comprometimento. Muitas relações swingers envolvem <strong>acordos sofisticados, limites bem definidos e elevado senso de responsabilidade afetiva e sexual</strong>.</p>



<p data-block-type="core"></p>



<h3 class="wp-block-heading" data-block-type="core">7. O julgamento moral compromete a qualidade do cuidado</h3>



<p data-block-type="core">Seja em consultório, hospital ou contexto educacional, o preconceito interfere diretamente na escuta, no acolhimento e na construção da confiança terapêutica. Ao <strong>projetar valores pessoais sobre o paciente</strong>, o profissional corre o risco de invalidar sua vivência e perpetuar violência simbólica.</p>



<p data-block-type="core"></p>



<h3 class="wp-block-heading" data-block-type="core">Considerações finais</h3>



<p data-block-type="core">O swing é apenas uma entre tantas expressões possíveis da sexualidade humana. Reconhecê-lo como prática legítima, consensual e complexa é papel de qualquer profissional comprometido com uma atuação ética, atualizada e livre de moralismos. Ao ampliar o repertório teórico e escutar verdadeiramente as pessoas que escolhem caminhos fora da norma, abrimos espaço para uma clínica (e uma sociedade) mais plural, segura e justa.</p>



<p data-block-type="core">Neste Dia do Swing, que tal refletir: qual parte do seu olhar ainda está preso ao tabu — e não à realidade?</p>



<p data-block-type="core">Marina Rotty</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer" data-block-type="core"></div>



<p data-block-type="core"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Liberdade Afetiva: O Que É e Como Viver Relações Mais Autênticas</title>
		<link>https://marinarotty.com/liberdade-afetiva-o-que-e-e-como-viver-relacoes-mais-autenticas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marina Rotty]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Mar 2025 10:59:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[afetivo]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[casal]]></category>
		<category><![CDATA[inteligência emocional]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[parceria]]></category>
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					<description><![CDATA[A liberdade afetiva é um conceito que vem ganhando cada vez mais espaço nas discussões sobre relacionamentos e sexualidade. Mas o que significa, na prática, viver essa liberdade? Como construir conexões autênticas sem amarras impostas por padrões tradicionais é um dos grandes desafios das relações atuais. O Que É Liberdade Afetiva? Liberdade afetiva é a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p data-block-type="core"></p>



<p data-block-type="core">A liberdade afetiva é um conceito que vem ganhando cada vez mais espaço nas discussões sobre relacionamentos e sexualidade. Mas o que significa, na prática, viver essa liberdade? Como construir conexões autênticas sem amarras impostas por padrões tradicionais é um dos grandes desafios das relações atuais.</p>



<p data-block-type="core"></p>



<h2 class="wp-block-heading" data-block-type="core">O Que É Liberdade Afetiva?</h2>



<p data-block-type="core">Liberdade afetiva é a capacidade de viver e expressar os sentimentos de maneira genuína, sem a necessidade de enquadrá-los em modelos pré-estabelecidos. Diferente do conceito de relacionamento aberto ou poliamor, a liberdade afetiva é mais ampla e foca na autonomia emocional e no respeito à individualidade de cada pessoa envolvida.</p>



<p data-block-type="core"></p>



<h3 class="wp-block-heading" data-block-type="core">Princípios da Liberdade Afetiva</h3>



<ol class="wp-block-list" data-block-type="core">
<li data-block-type="core"><strong>Autenticidade</strong> &#8211; Ser sincero com seus sentimentos e desejos.</li>



<li data-block-type="core"><strong>Comunicação Transparente</strong> &#8211; Expressar emoções e expectativas sem medo.</li>



<li data-block-type="core"><strong>Consentimento e Respeito</strong> &#8211; Garantir que todas as partes estejam confortáveis com os acordos.</li>



<li data-block-type="core"><strong>Autonomia e Individualidade</strong> &#8211; Valorizar o crescimento pessoal dentro das relações.</li>
</ol>



<p data-block-type="core"></p>



<p data-block-type="core"></p>



<h2 class="wp-block-heading" data-block-type="core">Como Praticar a Liberdade Afetiva?</h2>



<p data-block-type="core"></p>



<h3 class="wp-block-heading" data-block-type="core">1. Desconstruindo Crenças Limitantes</h3>



<p data-block-type="core">Muitos de nós fomos ensinados que amor e posse andam juntos. Para viver a liberdade afetiva, é essencial reestruturar a ideia de que o relacionamento precisa ser baseado no controle e na exclusividade.</p>



<p data-block-type="core"></p>



<h3 class="wp-block-heading" data-block-type="core">2. Estabelecendo Acordos Claros</h3>



<p data-block-type="core">Não se trata de &#8220;cada um faz o que quer&#8221;, mas sim de criar um espaço de segurança onde todas as partes sintam um bem estar mais adequado a cada realidade. Conversar abertamente sobre limites, desejos e necessidades é fundamental.</p>



<p data-block-type="core"></p>



<h3 class="wp-block-heading" data-block-type="core">3. Desenvolvendo Inteligência Emocional</h3>



<p data-block-type="core">Sentir ciúmes ou insegurança é normal, mas saber lidar com essas emoções de forma saudável é o que diferencia uma relação baseada no medo de uma relação baseada na confiança.</p>



<p data-block-type="core"></p>



<h3 class="wp-block-heading" data-block-type="core">4. Priorizando o Autocuidado</h3>



<p data-block-type="core">A liberdade afetiva também envolve estar bem consigo mesmo. Praticar o autocuidado físico e emocional permite construir relações mais equilibradas.</p>



<p data-block-type="core"></p>



<h2 class="wp-block-heading" data-block-type="core">Benefícios da Liberdade Afetiva</h2>



<ul class="wp-block-list" data-block-type="core">
<li data-block-type="core">Relações mais leves e espontâneas</li>



<li data-block-type="core">Maior confiança entre os parceiros</li>



<li data-block-type="core">Crescimento pessoal e amadurecimento emocional</li>



<li data-block-type="core">Redução de conflitos baseados em inseguranças</li>
</ul>



<p data-block-type="core"></p>



<h2 class="wp-block-heading" data-block-type="core">Liberdade Afetiva e a Não Monogamia</h2>



<p data-block-type="core">A liberdade afetiva muitas vezes é associada à <strong>não monogamia consensual</strong>, mas pode ser vivida também em relações monogâmicas. O foco principal é construir laços baseados na autonomia e no respeito às necessidades emocionais individuais.</p>



<p data-block-type="core"></p>



<h2 class="wp-block-heading" data-block-type="core">Conclusão</h2>



<p data-block-type="core">Viver a liberdade afetiva é um processo de autoconhecimento e comunicação. Mais do que um estilo de relacionamento, é uma filosofia de vida que permite conexões mais verdadeiras e saudáveis.</p>



<p data-block-type="core">Gostou do conteúdo? Compartilhe este artigo e ajude mais pessoas a conhecerem a liberdade afetiva!</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Conheça a Monogamia Real</title>
		<link>https://marinarotty.com/conheca-a-monogamia-real/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marina Rotty]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jan 2025 14:48:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[casal]]></category>
		<category><![CDATA[casamento]]></category>
		<category><![CDATA[escolha]]></category>
		<category><![CDATA[familia]]></category>
		<category><![CDATA[monogamia]]></category>
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					<description><![CDATA[Muita gente acha que está vivendo a monogamia real mas na verdade só está fazendo o social. Entenda a diferença neste post e descubra como melhorar seus relacionamentos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p data-block-type="core"></p>



<p data-block-type="core">Pode parecer óbvio mas nem toda monogamia é real. Por vezes as pessoas entram em relações de exclusividade apenas para manter a aparência de casal perfeito, mas estão longe de ser monogâmicas.</p>



<p data-block-type="core"></p>



<p data-block-type="core">As diferenças entre <strong>monogamia real</strong> e <strong>monogamia social</strong> estão na forma como os comportamentos e expectativas de exclusividade afetiva e sexual são vivenciados e percebidos, tanto no nível individual quanto cultural. Vamos entender melhor:</p>



<p data-block-type="core"></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/ data-block-type="core">



<h3 class="wp-block-heading" data-block-type="core"><strong>Monogamia Real</strong></h3>



<ul class="wp-block-list" data-block-type="core">
<li data-block-type="core"><strong>Definição</strong>: Refere-se à prática concreta e fiel de exclusividade sexual e afetiva entre duas pessoas ao longo de um relacionamento.</li>



<li data-block-type="core"><strong>Comportamento</strong>:
<ul class="wp-block-list" data-block-type="core">
<li data-block-type="core">Ambos os parceiros mantêm exclusividade sexual e emocional, sem buscar ou envolver-se com terceiros.</li>



<li data-block-type="core">Não há traição (ou seja, comportamentos fora dos acordos estabelecidos são evitados).</li>
</ul>
</li>



<li data-block-type="core"><strong>Foco</strong>: Honestidade e coerência com o modelo monogâmico que foi acordado.</li>



<li data-block-type="core"><strong>Desafios</strong>: Estudos mostram que a monogamia real pode ser difícil de sustentar para muitas pessoas, devido a fatores como desejo sexual flutuante e atração por outras pessoas.</li>
</ul>



<p data-block-type="core"></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/ data-block-type="core">



<h3 class="wp-block-heading" data-block-type="core"><strong>Monogamia Social</strong></h3>



<ul class="wp-block-list" data-block-type="core">
<li data-block-type="core"><strong>Definição</strong>: Está mais relacionada ao contexto social e cultural, onde se espera que as pessoas formem e mantenham relacionamentos monogâmicos, independentemente de o comportamento individual refletir essa expectativa.</li>



<li data-block-type="core"><strong>Comportamento</strong>:
<ul class="wp-block-list" data-block-type="core">
<li data-block-type="core">A aparência pública do relacionamento é monogâmica, mas pode haver infidelidades ou outros comportamentos &#8220;fora do acordo&#8221; mantidos em segredo.</li>



<li data-block-type="core">Em alguns casos, os parceiros têm um acordo tácito de não monogamia, mas mantêm a aparência de monogamia para evitar julgamentos sociais.</li>
</ul>
</li>



<li data-block-type="core"><strong>Foco</strong>: Conformidade com normas culturais e sociais, muitas vezes por pressão externa.</li>



<li data-block-type="core"><strong>Desafios</strong>:
<ul class="wp-block-list" data-block-type="core">
<li data-block-type="core">Pode gerar dissonância entre a aparência e a realidade do relacionamento.</li>



<li data-block-type="core">Tabu e estigma dificultam discussões honestas sobre os limites do relacionamento.</li>
</ul>
</li>
</ul>



<p data-block-type="core"></p>



<h2 class="wp-block-heading" data-block-type="core">Principais Diferenças da Monogamia Real e Social</h2>



<figure class="wp-block-image size-large" data-block-type="core"><img decoding="async" width="1024" height="327" sizes="(max-width: 999px) 100vw, 999px" src="https://marinarotty.com/wp-content/uploads/2025/01/mono-real-e-social-1024x327.png" alt="Tabela de diferenças entre monogamia social e real." class="wp-image-866" srcset="https://marinarotty.com/wp-content/uploads/2025/01/mono-real-e-social-1024x327.png 1024w, https://marinarotty.com/wp-content/uploads/2025/01/mono-real-e-social-300x96.png 300w, https://marinarotty.com/wp-content/uploads/2025/01/mono-real-e-social-768x245.png 768w, https://marinarotty.com/wp-content/uploads/2025/01/mono-real-e-social-1140x364.png 1140w, https://marinarotty.com/wp-content/uploads/2025/01/mono-real-e-social.png 1186w" /></figure>



<p data-block-type="core"></p>



<p data-block-type="core"></p>



<p data-block-type="core">Esses conceitos são úteis para entender a complexidade das relações humanas e os desafios enfrentados por pessoas que buscam alinhar desejos individuais com expectativas sociais. Eles também abrem espaço para explorar alternativas como a <strong>não monogamia consensual</strong>, onde acordos podem ser ajustados às necessidades dos parceiros.</p>



<p data-block-type="core"></p>



<p data-block-type="core">Você já conhece o seu estilo de relacionamento ideal? Se você fizer a <a href="https://marinarotty.com/jornada-minha-essencia-para-relacionamento/" data-type="page" data-id="849" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Jornada Minha Essência </a> comigo irá descobrir em 4 sessões qual formato de relacionamento melhor combina com você.</p>



<p data-block-type="core"></p>



<p data-block-type="core"></p>



<p data-block-type="core">Marina Rotty</p>



<p data-block-type="core"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Isso Me Incomoda, Pare de Fazer</title>
		<link>https://marinarotty.com/isso-me-incomoda-pare-de-fazer/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marina Rotty]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Oct 2024 01:28:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[casais]]></category>
		<category><![CDATA[compersão]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[incômodo]]></category>
		<category><![CDATA[marido e esposa]]></category>
		<category><![CDATA[monogamia]]></category>
		<category><![CDATA[não monogamia]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Você anda incomodado com o que sua parceria gosta de fazer? Aprenda a lidar com a situação e tenha um relacionamento mais leve. É comum encontrar a seguinte situação em qualquer relacionamento: o parceiro A não gosta de alguma atitude do parceiro B, fala pra ele parar de fazer e espera, com toda a força, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h5 class="wp-block-heading" data-block-type="core"><em>Você anda incomodado com o que sua parceria gosta de fazer? Aprenda a lidar com a situação e tenha um relacionamento mais leve.</em></h5>



<p data-block-type="core"></p>



<p data-block-type="core">É comum encontrar a seguinte situação em qualquer relacionamento: o parceiro A não gosta de alguma atitude do parceiro B, fala pra ele parar de fazer e espera, com toda a força, que ele realmente nunca mais faça. Eu fico me perguntando por quê as pessoas ainda tentam mudar as outras, para fazê-las se encaixar na sua própria versão de mundo perfeito. </p>



<p data-block-type="core"></p>



<p data-block-type="core">Exemplo comum em relações monogâmicas: o marido gosta de jogar futebol, a esposa reclama que ele vai. Ela não joga, ela não vai torcer, ela não é dona da bola. Mas ainda assim fala pro marido que ela não gosta que ele jogue a bolinha e, de quebra, ainda diz que ele tinha mesmo que parar de jogar. Porquê o mundo perfeito da esposa, que é curtir o domingo em casa, tem que ser o mesmo do marido? Por que o mundo perfeito do marido, que é jogar bola, é pior ou melhor do que o da esposa?</p>



<p data-block-type="core"></p>



<p data-block-type="core">Exemplo comum em relações NMC: a esposa tem vontade de se encontrar sozinha com alguém, o marido não deixa a não ser que ele vá junto, afinal de contas, ele não tem esse desejo de sair sozinho, porque a esposa tem que ter? Porque transar com outra pessoa sozinha é um absurdo enquanto fazer um menage é totalmente aceitável? Porque o desejo da esposa de sair sozinha, ou do marido de fazer menage, seria melhor ou pior do que o outro?</p>



<p data-block-type="core"></p>



<p data-block-type="core">É claro que, em um relacionamento, existem ajustes, renúncias, e porque não, mudanças. Mas o problema dessa situação não é o ajuste voluntário e consentido, é a imposição. &#8220;Eu me incomodo quando você faz isso, pode não fazer mais?&#8221; parece muito educado de se dizer, porém esconde um grande problema. Quando você diz isso, você está impondo a sua visão de mundo perfeito ao seu parceiro, e isso está longe de ser amor. </p>



<p data-block-type="core"></p>



<p data-block-type="core">E há casos em que essa exigência é bem explícita, contendo claras ameaças de término da relação, seja no tom de voz, na expressão facial ou dito claramento com palavras rudes. O resultado mais comum quando esse problema acontece é a falsa mudança, onde a pessoa pára de fazer o que incomoda só quando está perto do outro &#8211; bastante comum em relações monogâmicas onde não existe diálogo aberto. </p>



<p data-block-type="core"></p>



<p data-block-type="core">Em relações NMC, o resultado pode ser diferente se as parcerias estiverem realmente abertas a dialogar. Porque eu digo isso: relações NMC tendem a manter comunicação mais aberta porque a sexualidade é mais aberta. Uma vez que os parceiros precisam falar sobre seus desejos sexuais, e mais ainda, realizá-los com o consentimento de todos os envolvidos, eles se tornam mais propensos a dialogar abertamente sobre outros assuntos menos polêmicos, como não gostar de uva passa no arroz. </p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/ data-block-type="core">



<p data-block-type="core">A primeira pergunta certa a se fazer nesse caso é:</p>



<p data-block-type="core"><strong>1 &#8211; Por quê ele faz o que faz? Ou gosta do que gosta, ou deseja o que deseja?</strong></p>



<p data-block-type="core"></p>



<p data-block-type="core">Se algum comportamento no seu parceiro te incomoda, pergunte por quê ele faz isso. É possível que ele não tenha essa resposta na hora, então você peça por favor para ele encontrar a resposta, para lhe ajudar a lidar com esse incômodo.</p>



<p data-block-type="core"></p>



<p data-block-type="core">A segunda pergunta certa a se fazer é:</p>



<p data-block-type="core"><strong>2 &#8211; Por quê eu me incomodo com o que ele faz? Ou o que ele gosta ou deseja?</strong></p>



<p data-block-type="core"></p>



<p data-block-type="core">Afinal de contas, é ele quem faz, gosta ou deseja, não você. Se o comportamento é dirigido a você, pense em como outras pessoas te trataram e veja se não traz lembranças ruins. Mas se o comportamento não tem nada a ver com você, por quê seu parceiro não pode fazer, ainda mais se for algo que ele se sinta feliz em fazer?</p>



<p data-block-type="core"></p>



<p data-block-type="core">Percebam que são apenas duas perguntas mas com enorme complexidade em cada uma.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/ data-block-type="core">



<p data-block-type="core"></p>



<p data-block-type="core">Quando as perguntas certas são feitas, a relação tende a evoluir. Os parceiros se aprofundam em reflexões acerca de si mesmos e se tornam mais capazes de traduzir seus sentimentos e comportamentos em palavras. De forma que um diálogo é construído, o conhecimento um do outro é ampliado e a relação se fortalece.</p>



<p data-block-type="core"></p>



<p data-block-type="core">De qualquer forma, o ideal seria que os relacionamentos fossem baseados unicamente na vontade de estar um com o outro. No desejo de construir um futuro juntos, de se apoiarem mutuamente, de evoluírem como indivíduos, compartilhando a jornada da vida. Mas o que mais vejo são parcerias onde a base é a insegurança emocional, o controle do comportamento do outro e a competição ao invés da compersão. </p>



<p data-block-type="core"></p>



<p data-block-type="core">Sentir felicidade na felicidade do parceiro, PRINCIPALMENTE quando você não faz parte dessa felicidade, é a maior prova de amor que uma pessoa pode dar à outra. E toda vez que penso nisso também penso o quanto estamos longe, como sociedade, desse patamar de relacionamento. Conheço algumas relações assim, por isso sei que não é utopia. É sim, bem possível, construir relações sem jogar as suas inseguranças nos ombros de quem você diz amar.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Não Monogamia no DNA</title>
		<link>https://marinarotty.com/nao-monogamia-no-dna/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marina Rotty]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Aug 2024 17:42:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[dna]]></category>
		<category><![CDATA[dopamina]]></category>
		<category><![CDATA[estudo]]></category>
		<category><![CDATA[genética]]></category>
		<category><![CDATA[infidelidade]]></category>
		<category><![CDATA[não monogamia]]></category>
		<category><![CDATA[não monogamia consensual]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamento aberto]]></category>
		<category><![CDATA[swing]]></category>
		<category><![CDATA[traição]]></category>
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					<description><![CDATA[No livro Polysecure, Jessica Fern, psicóloga que atende pessoas não monogâmicas consensuais, explica que um dos fatores pelos quais as pessoas entram em relacionamentos NMC é a orientação para não monogamia. Eu chamo de orientação relacional, pois assim como os indivíduos são orientados sexualmente para um ou outro gênero (heterossexual, homossexual, bissexual, etc.) está cada [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p data-block-type="core">No livro Polysecure, Jessica Fern, psicóloga que atende pessoas não monogâmicas consensuais, explica que um dos fatores pelos quais as pessoas entram em relacionamentos NMC é a orientação para não monogamia. Eu chamo de <strong>orientação relacional</strong>, pois assim como os indivíduos são orientados sexualmente para um ou outro gênero (heterossexual, homossexual, bissexual, etc.) está cada vez mais claro que há, também, uma orientação para um ou outro tipo de relacionamento (monogamia, relacionamento aberto, etc).</p>



<p data-block-type="core"></p>



<p data-block-type="core">A recente abertura social para discussão &#8211; e aceitação &#8211; da existência de outros formatos relacionais além da monogamia tem sido essencial para tirar da marginalidade este e outros temas relacionados à sexualidade. Falar sobre relações sexuais sem compromisso, extraconjugais ou com mais de duas pessoas ao mesmo tempo já não é algo totalmente reprovável, ainda que encontre resistência de determinados grupos (geralmente ligados à religião ou política com traços extremistas).</p>



<p data-block-type="core"></p>



<h2 class="wp-block-heading" data-block-type="core">Questão de Genética</h2>



<p data-block-type="core">É bem possível que muitas pessoas sintam que &#8220;não tem escolha&#8221;, ou uma espécie de &#8220;impulso incontrolável&#8221; quando se trata de variedade sexual. Diversos pacientes meus relatam sentir grande emoção, muita vontade e sensação agradável na conquista e consequente atividade sexual com pessoas que não são seus parceiros &#8220;oficiais&#8221;. Essa sensação pode ser explicada pela genética.</p>



<p data-block-type="core"></p>



<p data-block-type="core">Há estudos que mostram relação entre o gene DRD4 e o comportamento de busca de sensações, incluindo migração e busca de novidades, com influencia na excitação fisiológica, no prazer e na recompensa intrínseca. Um estudo de 2009 traz os seguintes conceitos:</p>



<p data-block-type="core">Promiscuidade = relação sexual sem compromisso</p>



<p data-block-type="core">Infidelidade = qualquer atividade sexual física com um indivíduo diferente do parceiro atual de relacionamento comprometido autoidentificado (ou seja, “traição”)</p>



<figure class="wp-block-pullquote" data-block-type="core"><blockquote><p>Nós diferenciamos conceitualmente a monogamia sexual (genética) da monogamia social (vínculo de casal) e, como tal, reconhecemos que a infidelidade é uma instância particular de sexo sem compromisso, onde um indivíduo está tradicionalmente comprometido, porém, não com um parceiro com quem está se envolvendo em atividade sexual.</p><cite>Garcia JR, MacKillop J, Aller EL, Merriwether AM, Wilson DS, Lum JK (2010) Associações entre a variação do gene do receptor D4 da dopamina com infidelidade e promiscuidade sexual. PLoS ONE 5(11): e14162. https://doi.org/10.1371/journal.pone.0014162</cite></blockquote></figure>



<p data-block-type="core">Os pesquisadores descobriram que indivíduos com esta variação genética (DRD4 VNTR 7+) tinham uma tendência maior à infidelidade (qualquer atividade sexual com outra pessoa além do parceiro principal). A motivação parece vir da forma como o cérebro processa a dopamina, neurotransmissor ligado ao sistema de recompensas. É como se, durante a traição, eles recebessem uma descarga maior de prazer. Pessoas com esse gene podem se sentir felizes em um relacionamento sério, mas ao mesmo tempo podem ter uma vontade quase incontrolável de fazer sexo com outras pessoas. </p>



<p data-block-type="core"></p>



<p data-block-type="core">Ou seja, a motivação para se envolver em experiências sexuais extra-relacionais (infidelidade) ou atividades sexuais promíscuas (casos de uma noite) pode permanecer desconectada de qualquer motivação para apego e comprometimento, mesmo na presença de fortes vínculos de casal existentes.</p>



<p data-block-type="core"></p>



<h2 class="wp-block-heading" data-block-type="core">Mas não só genética</h2>



<p data-block-type="core">Apesar dessa descoberta é importante lembrar que os resultados comportamentais examinados são <em>probabilísticos</em> e de forma alguma determinísticos. Ou seja, essas descobertas sugerem taxas e instâncias mais altas dos comportamentos avaliados, mas não que todos os indivíduos que são 7R+ ou 7R- necessariamente exibirão os resultados comportamentais associados a cada genótipo. Afinal de contas, o ser humanos é único e também recebe influência do ambiente e da cultura à qual se encontra inserido.</p>



<p data-block-type="core"></p>



<p data-block-type="core">Um outro estudo de 2014 da Universidade de Queensland mostra que o comportamento de variedade sexual em 63% dos homens e 40% das mulheres podem ser atribuídos à herança genética. O coordenador do estudo Brendan Zietsch explica que foram analisados mais de 7 mil pares de gêmeos na Finlândia, todos em relacionamentos estáveis. </p>



<p data-block-type="core"></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow" data-block-type="core">
<p data-block-type="core">&#8220;Nossa pesquisa mostra que a genética influencia a possibilidade de pessoas fazerem sexo com parceiros fora de seu relacionamento&#8221;. </p>
<cite>Brendan Zietsch</cite></blockquote>



<p data-block-type="core"></p>



<p data-block-type="core">Seria interessante analisar como a dopamina age no cérebro de indivíduos em relações NMC onde o sexo com outras pessoas é consensual. Haveria a mesma descarga dopaminérgica? Ou o consentimento configuraria normatização social da &#8220;infidelidade&#8221; fazendo com que os níveis de dopamina permaneçam estáveis? Sendo assim, pessoas NMC ainda procurariam trair seus parceiros em busca de mais dopamina para suprir os receptores genéticos? Não temos essas respostas ainda, quem sabe um dia&#8230;</p>



<p data-block-type="core"></p>



<p data-block-type="core"></p>



<p data-block-type="core">Marina Rotty</p>



<p data-block-type="core"></p>



<p data-block-type="core"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Não Monogamia Consensual</title>
		<link>https://marinarotty.com/nao-monogamia-consensual/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marina Rotty]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jul 2024 12:28:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[monogamia]]></category>
		<category><![CDATA[não monogamia consensual]]></category>
		<category><![CDATA[orientação relacional]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamento aberto]]></category>
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					<description><![CDATA[Como é o ACB do Amor nas Relações Não Convencionais Nos últimos anos, a sexóloga, psicóloga e mentora em não monogamia consensual, Marina Rotty, percebeu um grande aumento nas relações não convencionais. “A pandemia foi um momento importante na história dos relacionamentos onde nos foi dada a oportunidade de realmente conviver com nossas parcerias”, conta.&#160; [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h3 class="wp-block-heading" data-block-type="core">Como é o ACB do Amor nas Relações Não Convencionais</h3>



<p data-block-type="core"></p>



<p data-block-type="core">Nos últimos anos, a sexóloga, psicóloga e mentora em não monogamia consensual, Marina Rotty, percebeu um grande aumento nas relações não convencionais. <em>“A pandemia foi um momento importante na história dos relacionamentos onde nos foi dada a oportunidade de realmente conviver com nossas parcerias”</em>, conta.&nbsp;</p>



<p data-block-type="core"></p>



<p data-block-type="core">Para Marina, foi possível identificar que nem tudo funcionava como se imaginava, fazendo com que parceiros insatisfeitos com suas relações procurassem alternativas mais adequadas. <em>“E como o divórcio costuma ser o último recurso, muitos casais saíram em busca de ver o que anda funcionando para outras pessoas”</em>, afirma.&nbsp;</p>



<p data-block-type="core"></p>



<p data-block-type="core">Nessa busca para diversificar a relação existente&nbsp;ou então engatar em uma nova, não é difícil ficar perdido com tantos conceitos. Para Marina, um caminho é ver os relacionamentos em dois grupos, exclusivos e não exclusivos. <em>“E dentro de cada relacionamento, também temos dois eixos: afetivo e sexual. Cada parceria se encontra em um ou mais pontos dentro desses quatro eixos”</em>, explica Marina.&nbsp;</p>



<p data-block-type="core"></p>



<p data-block-type="core">De acordo com Marina, os mais falados hoje são:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list" data-block-type="core">
<li data-block-type="core"><strong>Monogamia:</strong> relação exclusiva, tanto sexual quanto afetiva.</li>



<li data-block-type="core"><strong>Relacionamento Aberto: </strong>relação exclusiva no campo afetivo e não exclusiva no campo sexual.</li>



<li data-block-type="core"><strong>Não-Monogamia:</strong> relação não exclusiva, nem no campo afetivo, nem no sexual.</li>
</ul>



<p data-block-type="core"></p>



<p data-block-type="core">Além disso, a especialista esclarece que outras relações, como swingers, liberais e poliamoristas &#8211; onde se encaixam os trisais &#8211; estariam dentro do termo <strong>Não Monogamia Consensual (NMC)</strong>. <em>“O NMC é utilizado em pesquisas acadêmicas para se referir ao conjunto de relacionamentos onde há um núcleo principal, no caso, um casal ou uma parceria”</em>, afirma Marina. Esse núcleo está sempre em primeiro plano, por exemplo: um casal cis, onde ele ou ela decidem juntos onde, quando e com quem um ou outro vai se relacionar.&nbsp;</p>



<p data-block-type="core"></p>



<p data-block-type="core">Segundo Marina Rotty, nesse consenso, eles podem interferir na escolha um do outro, deixando ou não, que o envolvimento com um terceiro aconteça. Apesar desses termos, a psicóloga ressalta que o ideal seria que cada casal encontrasse sua forma de se relacionar.<em> “Além disso, nem todos os que vivem relações não convencionais concordam, gostam ou se rotulam com esses termos.”</em></p>



<p data-block-type="core"></p>



<p data-block-type="core">Especialista em relações não convencionais, de 10 anos em consultório, quatro deles foram focados no tema, Marina percebeu, durante seus atendimentos, uma tendência individual que chamou de orientação relacional.<em> “Apesar de escassos, já existem estudos e pesquisas que identificaram algo semelhante: cada pessoa teria uma espécie de vocação para se relacionar de uma forma exclusiva, monogâmica, ou não exclusiva em algum nível”,</em> afirma.&nbsp;</p>



<p data-block-type="core"></p>



<p data-block-type="core">Assim, Marina ajuda cada&nbsp;casal a identificar a própria orientação relacional e, a partir disso, criarem juntos o próprio formato de relacionamento. Mesmo que cada parceria seja única, Marina indica algumas passos antes de entrar em um relacionamento fora do convencional:&nbsp;&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list" data-block-type="core">
<li data-block-type="core">Conhecer o que já existe sobre relações fora do padrão.</li>



<li data-block-type="core">Conhecer a si mesmo: o autoconhecimento é essencial para estabelecer relações não convencionais</li>



<li data-block-type="core">Deixar-se conhecer: é importante jogar aberto para que essas relações, de fato, funcionem.</li>
</ul>



<div style="height:170px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer" data-block-type="core"></div>



<p data-block-type="core"><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/revista-do-correio/2024/06/amp/6871457-entre-acordos-e-amores-a-paixao-e-a-liberdade-em-todas-as-relacoes.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Matéria publicada em 09/06/2024</a></p>



<p data-block-type="core">Por&nbsp;Eduardo Fernandes</p>



<p data-block-type="core">Por&nbsp;Iandara Pimentel Santana</p>



<p data-block-type="core">*Estagiária sob a supervisão de Sibele Negromonte</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Brasileiras Encontram Satisfação Sexual em Seus Parceiros e Amantes</title>
		<link>https://marinarotty.com/brasileiras-encontram-satisfacao-sexual-em-seus-parceiros-e-amantes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marina Rotty]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Jun 2024 15:06:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[app]]></category>
		<category><![CDATA[gleeden]]></category>
		<category><![CDATA[nao monogamico]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[prazer sexual]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamento aberto]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma pesquisa recente no Brasil realizada pelo app de relacionamento não monogâmico Gleeden ouviu, de forma inédita, 1.500 usuárias da rede e também 945 pessoas do público em geral. Apesar de ser uma amostragem reduzida, a pesquisa traz insights preciosos e atuais para compreendermos como anda o prazer sexual das brasileiras. Uma das coisas que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p data-block-type="core"></p>



<p data-block-type="core"></p>



<p data-block-type="core">Uma pesquisa recente no Brasil realizada pelo app de relacionamento não monogâmico Gleeden ouviu, de forma inédita, 1.500 usuárias da rede e também 945 pessoas do público em geral. Apesar de ser uma amostragem reduzida, a pesquisa traz insights preciosos e atuais para compreendermos como anda o prazer sexual das brasileiras.</p>



<p data-block-type="core"></p>



<p data-block-type="core">Uma das coisas que chama a atenção é que os usuários Gleeden, tanto homens quanto mulheres, relatam encontrar satisfação sexual em parceiros e amantes, quase que na mesma proporção.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer" data-block-type="core"></div>



<figure class="wp-block-image size-full" data-block-type="core"><img decoding="async" width="1327" height="748" sizes="(max-width: 999px) 100vw, 999px" src="https://marinarotty.com/wp-content/uploads/2024/06/Captura-de-tela-2024-06-06-024254.png" alt="Pesquisa 2024 sobre prazer sexual feminino Gleeden." class="wp-image-759" srcset="https://marinarotty.com/wp-content/uploads/2024/06/Captura-de-tela-2024-06-06-024254.png 1327w, https://marinarotty.com/wp-content/uploads/2024/06/Captura-de-tela-2024-06-06-024254-300x169.png 300w, https://marinarotty.com/wp-content/uploads/2024/06/Captura-de-tela-2024-06-06-024254-1024x577.png 1024w, https://marinarotty.com/wp-content/uploads/2024/06/Captura-de-tela-2024-06-06-024254-768x433.png 768w, https://marinarotty.com/wp-content/uploads/2024/06/Captura-de-tela-2024-06-06-024254-1140x643.png 1140w" /></figure>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer" data-block-type="core"></div>



<p data-block-type="core"></p>



<p data-block-type="core">Vale lembrar que, enquanto usuário de um app não monogâmico, as pessoas que responderam a esse questionário tem um perfil de quebrar tabus sexuais. Isso resulta em maior honestidade na hora de responder perguntas que a população em geral prefere evitar. O que pode significar que a porcentagem da população geral nessa resposta, na realidade, pode estar mais próxima a dos usuários Gleeden. </p>



<p data-block-type="core"></p>



<p data-block-type="core">Outro insight importantíssimo nessa pergunta é a porcentagem de pessoas que responderam encontrar satisfação sexual em um relacionamento aberto. Esse dado corrobora aquilo que tantos adeptos de NMC vivem dizendo: ninguém abre o relacionamento por causa do sexo. Isso é um dos grandes mitos que esta pesquisa ajuda a quebrar, pois tanto homens quanto mulheres, seja usuário de uma rede não monogâmica ou da população geral, não encontram satisfação sexual abrindo a relação.</p>



<p data-block-type="core"></p>



<p data-block-type="core">A psicanalista Maria Homem diz que <em>&#8220;uma relação aberta de fato é manter um relacionamento com o seu parceiro e com tudo o mais que te interessa no mundo. Essa é a real relação aberta. Aquela que você não se engana quanto ao seu próprio desejo. E você, ao mesmo tempo, pode estar conectado consigo, com aquele com quem você fez um pacto e com todas as outras figuras interessantes. Para que você entre cada vez mais na sua potencialidade, naquilo que te faz existir.&#8221;</em> </p>



<p data-block-type="core"></p>



<p data-block-type="core">Em minha prática clinica e vivência NMC, digo que ter uma relação aberta é como ter que discutir a relação toda semana. Essa comunicação franca e frequente ajuda a promover relacionamentos mais reais e não apenas &#8220;de fachada&#8221;. </p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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